segunda-feira, março 14, 2005

Royal Diesel Club

É já neste sábado que vai acontecer em Lisboa a tão desejada festa da Diesel 2005...
Mas este ano, acalmem-se os mais entusiastas das grandes e badaladas festas, a Diesel está a preparar uma Privet Party para apenas 150 exlusivíssimos convidados e todos do género masculino... Pois é as damas este ano ficam a roer as unhas de inveja porque a festa é só para eles...
A quem se mostrar realmente interessado e não tenha recebido o pré-convite em casa ou on-line, fica o aviso que podem, até sexta-feira, passar pela loja do Chiado e tentar ganhar um convite duplo...
Eu lá estarei à vossa espera!
Quanto à festa, vai ser divinal, e eu vou ser das poucas presentes para defender o género feminino!!!
See you in the Royal Diesel Club!

domingo, março 13, 2005

Amanhã

Prometo que amanhã me dedico a 100% ao meu bloguinho que tem andado tão abandonado esta semana que passou...
Hoje estou de rastos...

quinta-feira, março 10, 2005

Estou cansada, é-me difícil saber se sou eu ou o meu corpo que está cansado.
Talvez estejamos os dois.
Aturamo-nos os maus humores e os momentos de felicidade.
Dormimos e amamos juntos.

quarta-feira, março 09, 2005

Criança da Lua

Revela-me a tua face eterna criança da lua.
Revela-te a mim que me consigo mover por entre as tuas estrelas, pelo mapa do teu sangue, pelo teu perfume de mar…
Revela-me o teu corpo de seda, revela-te a mim que padeço desta insónia de amar a tua branca e enigmática alma.

Depois enterra o meu corpo frio dentro de ti, junto do teu peito, no meio das tuas entranhas...

segunda-feira, março 07, 2005

Quotidianas Confidências II

Depois de 24h fora do mundo real, voltei ao contacto social com aqueles que mais gosto.
O jantar correu leve e solto por entre conversas banais e pouco sentimentais, mas alguma coisa se estava a trasmutar...
Por vezes parava e olhava para mim, exteriorizando-me do corpo, e uma saudade indefinida invadia-me a alma...
A presença de dois elementos normalmente pouco habituais nas nossas tertúlias, trouxe um constrangimento possívelmente camuflado pela aparente euforia... Afinal faltava a cumplicidade consequente da intimidade e da partilha deste fenómeno que é a amizade...

A quando da mudança de cenário, as atitudes prevalecem tão iguais que se confundem com o fumo que nos cerca os corpos ao som do reagge que nos embala e nos faz ficar mais cool...
Mas aquele sentimento de indiferença e até de troca, prevalece... Efectivamente o que realmente interessa são as meninas que pouco ou nada de interessante têm para dizer...
O ciúme surge assim, finalmente, disfarçado de outros sentimentos de pertença ou de identificação, até que o orgulho fala mais alto, e a hipótese mais válida é virar as costas e seguir em frente... Porque de facto, a casa está cheia de gente, mas tão vazia de amigos e de sentimentos identificativos e de coesão...
No intímo o pensamento acaba sempre por ser aquele mais ou menos egoísta de que "daqui a pouco sentem falta e vão lá ter..."

Mas o cenário muda mais uma vez e está agora ainda mais cheio de nada... tudo se modifica cada vez mais e para pior, agora as amizades não estão de facto fisicamente presentes e o ambiente é de mistura grosseira de géneros e de ondas... só duas coisas se mantêm: nós e a música... Do mal o menos!
Saudades de quando ainda éramos princesas...

sábado, março 05, 2005

H

De homem.
Com H grande ou pequeno, é o responsável por tanta desgraça e por tanto prazer.
É preciso saber sê-lo...

De horas.
Tantas e tão poucas. Quando devem passar são eternas e massacrantes, quando as queremos aproveitar passam velozes e apressadas...

De hábito.
Há quem os tenha, bons ou maus, e não os queira largar...

De harém.
Se a sociedade fosse bigama talvez muita gente fosse bem mais feliz...

De haxixe.
Mais palavras para quê?
Se fosse legalizado tanta merda seria evitada...

De hirto.
Firme e hirto como uma barra de ferro!!

De honra.
Há que a saber ter e também saber deixá-la um pouco para trás das costas...

De humanismo.
Deveriamos ter um pouco mais de cuidado e pensar mais no desenvolvimento das qualidades humanas essenciais...
Estamos todos a perder qualidades fundamentais para uma sociedade integra e equilibrada...

De humildade.
Caracteristica básica para qualquer actor social que se preze...

quinta-feira, março 03, 2005

G

De gato.
Animal selvagem que teimamos em domesticar... Felinos incrivelmente bonitos...
I love'it!

De gastar.
Tudo o que temos e o que não temos.
Já não há, pede-se mais um empréstimo ao banco ou ao agiota...
O que interessa é não deixar passar aquele telemóvel topo de gama, o carro XPTO, as jantaradas e as bubas de cair para o lado...

De gostar.
Gosto tanto de gostar e gosto tanto que gostem de mim...
Pena que por vezes gostemos involuntáriamante do que/de quem não devemos...

De gabar.
Necessidade inerente à maioria de um macho que se preze.
Algumas mulheres também já aprenderam a ser gabarolas... o problema é que a maior parte das vezes mais de metade da gabarolice é pura fantasia...

De ganância.
Por ter o que é nosso e o que é dos outros. Nunca chega, é preciso sempre mais...
Quem tudo quer, tudo perde...

De génio.
Às vezes deviamos olhar melhor à nossa volta... eles andam aí subterfugiados nas nossas próprias mentes...

De grave.
Nem tudo é tão grave quanto parece, a maior parte das coisas são tão simples...
Grave é a inconsciência generalizada dos actores sociais passeantes desta hipócrita sociedade...

Quotidianas Confidências

Foram breves os minutos até chegar a Lisboa.
Não abri o livro do costume, apenas me deixei ficar inerte em posição voyerista e a olhar para dentro de mim...
A insegurança não me deixava concentrar em nada mais do que escassos segundos, mas as imagens perpetuavam-se-me na memória.
À minha frente, um adolescente daqueles que acabaram de entrar da faculdade, impecávelmente vestido, tão engomadinho que até parecia ter dormido em pé, as mãos arranjadas, a pele relusente do creme, os apontamentos tão limpinhos, acabadinhos de ser milimétricamente furados e encadernados... Nada nele estava desalinhado.
Mas o seu olhar, esse não parava um segundo, sempre inconstante entre os apontamentos de química e todas as movimentações à sua volta...

Saí com a minha insegurança a crescer cada vez mais, desci ao interface com o metro e não encontrei um táxi...
Lá caminhei para o subway e deparei-me com uma fila gigantesca para comprar os bilhetes nas máquinas automáticas... Ai minha nossa! Como as pessoas conseguem ser de raciciocínio lento!!
Dois metros depois lá vou eu. Mas não sei bem para onde vou...
Que se lixe! Saí na estação seguinte e meti-me num táxi. Finalmente a segurança de quem sabe para onde me leva!
Correu tudo bem melhor do que esperava (afinal ainda há quem me queira para trabalhar) e alguma ginástica temporal e espacial depois lá voltei eu ao túnel do metro, agora bem mais vazio, e já com um sorriso nos lábios, mas com outra angústia no peito...
Sem mais um cansaço descomunal apoderou-se das minhas costas...
Com o estômago vazio e a cabeça latejante a pedir por alimento e um pouco mais de sono, volto ao comboio que me embalará de regresso aquele local que conheço tão bem e cujo cheiro me tranquiliza...
Mais uma vez o livro matém-se fechado, é agora a preguiça que me invade...

quarta-feira, março 02, 2005

F

De falar.
Sem parar, falar com toda agente, dizer "bom dia" ao vizinho, "desculpe" à srª que vem contra nós, "com licença" ao passar mesmo que não vá incomodar.
Comunicar com o Srº Drº e com o mendigo...
Falar com os outros e connosco mesmos, falar sozinho...

De ficar.
Ficar bem pertinho, espacialmente ou mentalmente, estar presente, sempre.

De foder.
A vida dos outros, a nossa própria vida...
Passamos o tempo todo a tentar arranjar a melhor forma de nos fodermos uns aos outros...
Exteriorizar selvaticamente os nossos instintos animalescos numa boa noite de prazer e suor... Queimar calorias!

De fotografar.
Gravar bem fundo na nossa memória as imagens cadentes mais simples, mais majestosas.
Tirar o pó das fotos antigas de dentro daquelas velhas caixas de cartão, chorar lágrimas salgadas cheias de saudade dos tempos ídos...

De fachada.
Tanta, em todo o lado... Nunca ninguém calcula o que está do outro lado do espelho!

De fado.
Triste fado o nosso, povo melancólico...

De falso.
Nem tudo o que reluz é ouro...
Tanta falsidade neste mundo que ás tantas já nem sei o que é de facto verdade ou mentira...

De familia.
Conceito cada vez mais difuso... O que realmente interessa é o respeito e o carinho existente entre os entes queridos...

De faneca.
Há quem adore chamar "faneca" às gajas boas, mas será que sabem que dizer "faneca" é o mesmo que dizer, para além de peixe, "bocado murcho"?!?

De fascínio.
Por aquele brilho nos teus olhos, o teu cheiro...
As palavras soltas nas conversas enebriadas...

De .
Queria perceber porque é tão necessário acreditar que não passamos de marionetas comandadas por alguém...
Será que ninguém consegue perceber que a fé está e somos nós?

De feio.
Tanta gente feia!! O pior são aqueles que o são vindo de dentro!

De fogo.
Fonte de vida, alimento da paixão...
Quero arder no teu fogo eternamente...
Mas há quem brinque demasiado com ele e se queime...

De frustrado.
Pão de cada dia desta nossa juventude sem horizontes nem vontades...

De fundamental.
O importante é nunca perder o alcance, o fundo, o cerne das nossas vontades e sonhos.
O fundamental é não desistir mas saber controlar.

Preciso de CALOR!!!!!!


Posted by Hello

terça-feira, março 01, 2005

E

De eclético.
Saber aproveitar o melhor de cada um, de cada género, de cada ideologia, de cada paixão.
Saber distinguir o que é bom de facto e o que nos agrada mais...

De eco.
Vozes perdidas no meio dos seres. Ecos cheios de esperança, necessidade de respostas às perguntas difusas e deambulantes das almas perdidas no meio ondas sonoras...
Ecos de sonhos perdidos...

De elegante.
As palavras, os gestos, os olhares...
Ser elegante de alma e coração, fazer a elegância transpirar em todos os nossos poros.

De efémero.
Cada vez mais...
O corpo, a beleza, a juventude, o trabalho...
O amor próprio está em risco de passar de validade... para não falar do carácter...
Somos cada vez mais protótipos que pouco ou nada dão e pouco ou nada duram... Cada vez mais descartáveis.

De espermatozóide.
Amiguinhos íntimos deles, o terror da vida delas, lá andam sempre no seu corre-corre atarefado desejando dar finalmente o grito da liberdade.

De emoção.
Rir, chorar, gritar, sussurrar, arripiar... tudo!
Simplesmente sentir.

De efeminado.
Há quem já lhes chame metrossexuais. São a ternura das gaja e o desgosto dos gajos...
Será preciso perceber que as modas chegam e afectam tudo e todos...

De egoísmo.
Caracteristica popular entre as gerações mais novas e a começar a ser popular entre as mais velhas.
Estranho é não o ser.

De eliminar.
Tudo o que não é aparentemente útil ou necessário.
Sem razão nem apelo...
Extreminação social camuflada.

De emancipação.
Conquista permanente e nem sempre realmente aceite. A nossa sociedade consegue ser tão hipócrita...

De enlouquecer.
Por amor, por ciúme, por raiva, por indiferença ou por disfunção...
Enlouquecer de prazer no meio de sémens e suores perdidos nas noites frias.

De enfadamento.
Sensação de desligamento total das realidades circundantes... a maioria das conversas de hoje em dia. Que tédio!
Repetição permanente das rotinas sem vontade de as mudar...

De errar.
Cair e levantar a cabeça...
Saber perceber quando e onde...
Parar de os repetir...

De enganar.
Arte de estar em permanete mutação e artimanha...
Mil e uma caras... Há sempre um dia em que a máscara cai...

De esgar.
Transposição de sentimentos cá para fora...
Tão saudável e desconhecido da maior parte das pessoas... Um esgar para exorcizar medos e doenças...

De estupidez.
Ai tanta!!
O melhor por vezes é fazer de conta que não se ouve...
Tanta barbaridade que baila por esta nossa sociedade...

De estigma.
Por vezes até parece que está intrínseco nas pessoas...

De eterno.
Que o amor seja eterno enquanto dure.
Que a eternidade dos dias nos guarde na memória as recordações dóceis da vida.

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

D

De dar.
Tudo. Até as minhas entranhas...
Às vezes dar demais dói, mas passa.
Dar sangue, dar a vida, as lágrimas e o suor. Dar o corpo, a alma e o amor.
Dar.

De dor.
Subtil ou intensiva, física ou metafisica... Dói.
Escarafuncha no mais profundo dos seres, torna alguns mais fortes, outros traumatizados...
Há que a saber ter...

De despir.
Os corpos, os preconceitos, os medos, as fobias e as fantasias.
É tão deliciosa aquela sensação de arrepio...

De dormir.
Sensação de entrega total. Regresso ao conforto fetal.
Dormir sozinha, com a cama toda só para mim, dormir contigo, bem agarradinhos, numa fusão energética revitalizante.
Sonhar.

De dançar.
Abanar o capacete até não ter mais força no esqueleto, expulsar as energias negativas, as calorias...
Depressa ou devagar...
Dançar a dança mágica dos duendes silibantes...

De decote.
Bem caentuado nas costas e bem delineado no peito.
O que é bom é para se ver. Sempre, principalmente quando mais ninguém o espera.

De drama.
Por tudo e por nada. Não fossemos nós puros lusitanos...
Coitadinhos!
Temos que aprender a ver para além da pena que podem vir a ter de nós...

De duvida.
De tudo e de nada. Até da própria sombra...
E viva a duvida metódica!

De decidir.
Algo de aliciante, é um prazer indescritível...
Decidir se sim ou se não.
Agora.

De disfarce.
São tantos os que o usam que às vezes não sei bem com quem falo realmente...
É de facto necessário por vezes, cada vez menos nos aceitam como somos de verdade...temos que sobreviver...

De deserto.
Aquele que tantas vezes atravessamos sem lhe ver o oásis...
Sede, calor, frio, medo...

De depressão.
Quando não temos mais nada que fazer e nos sentimos excluídos do mundo...
Sempre fiel, a depressão resolve quase todos os problemas... e traz outros tantos que se colam às nossas carapaças eternamente.
Anda meio Portugal deprimido.

De democracia.
???
Definição variável, conforme grupo e extracto social...

De dependência.
Do utero, da mama, da mãe, dos amigos, dos profs, dos homens, dos patrões, do centro de emprego e da segurança social...
Quem é que disse que tinhamos conquistado a liberdade?

De doença.
Dos corpos, das almas, das mentes decrépitas e maquiavélicas, sujas.
A nossa doença é não sabermos estar sozinhos e dizermos sempre o contrário do que gostariamos de dizer...

De diferença.
Direito à diferença... direito à indiferença...
Todos diferentes, todos iguais...
Que mania que temos de querer manipular tudo e todos à nossa imagem e semelhança...

De dispensável.
Tanta coisa que o é e não o conseguimos perceber...

De destino.
A forma mais fácil de deixar de lutar por nós mesmos...

De desabafo.
Sincero, directo, cheio de amor ou de ódio...
O melhor para aliviar a alma...
A verdade.

De domingo.
Sweet sunday...
De pantufas e pijama, fazer um bolinho, comê-lo ainda fumegante com um chá de ervas delicioso...
Hum... Um bom filme, uma boa massagem, um banho de imersão a dois, espuma...
Cabelos humidos, soltos, envoltos no corpo deambulante, apartado do mundo...

C

De carinho.
Dar atenção, receber afecto, saber agarrar o coração com as mãos.

De carácter.
Aquilo que acho que ainda faz parte fulcral de uma pessoa.
Perdido por entre ruas e vielas... é preciso não esquecer que existe para ser usado.

De casa.
Porto seguro.
Nosso cheiro, nossa pele.
Casulo onde nos escondemos de tudo e de todos.

De calma.
À beira-mar sentada.
O cheiro do incenso a queimar contra a minha pele.
Os teus beijos...

De calafrio.
Por te ter em mim, por te ter longe de mim.
Por medo e por excesso de alegria.
Da lágrima ao suor.

De ciente.
Do que dizemos, do que fazemos, do que está à nossa volta...

De ciúme.
Absurdo, necessário, admitido ou subterfugiado...
De mim, de ti, dos amigos, dos inimigos, dos conhecidos e dos anónimos.
Nunca estamos satisfeitos com o que somos.

De cinismo.
Implicito ou explicito.
Há quem faça desta artimanha uma estranha forma de vida.
Inferno para quem o pratica e para quem dele é alvo e ingénuamente nem se dá conta...
Delicioso quando em nós é aplicado e não se percebem que o veneno lhes está a ser retribuido.

De clarividência.
Clarividência vossa excelência!
Abram os olhos, não se deixem dormir.

De consumo.
Cada vez mais estamos perante uma sociedade que não sobrevive sem consumir.
Consumo logo existo.

De compatibilidade.
Na cama, na vida, no trabalho e na sociedade.
Parte de nós, há que ceder.

De compulsão.
Estamos a criar uma sociedade repleta de compulsivos... deprimidos compulsivos, assassinos compulsivos, consumistas compulsivos...
Compulsivamente temos que ser e ter qualquer coisa patológica.

De comodidade.
Cada vez menos nos ralamos seja com o que for que dê mais trabalho do que estender a mão para mudar de canal ou ligar para uma qualquer fast-food...

De confiar.
Temos sempre a ingénua tendência para o fazer, principalmente em pessoas que acabámos de conhecer.
Porque será que nos arrependemos quase sempre?

De cio.
Não só os animais o têm, e por vezes os seres humanos são bem mais perturbadores.
Devia pensar-se numa espécie de reclusão satisfatória... poupava-nos de inúmeras cenas tristes!

De cachaça.
Bem gelada, forte e doce... Por momentos estou em terras de Vera Cruz.

De cadela.
Inevitável, deliciosa. Um dos poucos prazeres da vida.

De confusão.
Por tudo e por nada.
Dentro de mim tudo se confunde... aquela névoa.

De caír.
Sem mais nem menos, de muito alto ou para uma precipício sem fim...
Saber olhar em volta e recomeçar.

De caos.
A minha cabeça, a minha alma... este mundo abandonado à sorte dos mais espertos...

De cegueira.
Pior cego é aquele que não que ver...
Open your eyes.

De cepticismo.
Cada vez mais imprescindível.

De cirrose.
Por este andar o destino de mais de metade da minha geração.

De conceber.
Uma vida, um amor... de deixar crescer em nós algo desejado.
Criar...

De corpo.
Icon social, cartão de visita e de aceitação...
Fonte de desejo e de culpa...
De corpo e alma...

De culpa.
Tanta e tão pouca.
Os que a têm de facto parecem nem sequer ter noção disso...

De conclusão.
Curta, clara e concisa.

domingo, fevereiro 27, 2005

B

De bonito.
Belo é tudo quanto quero.
O mundo, as pessoas, o meu amor, tu, eu, nós.

De beijo.
Todos os que damos e recebemos.
Todos os que precisamos e não temos.

De baço.
As imagens que se confundem e não deixam ver com nitidez.
As vidas que são deixadas ao acaso embaciam-se.

De beco.
Muitos são sem saída aparente...
Outros tantos são de facto.

De balelas.
As que dizemos aos outros e as que dizemos a nós próprios.
Pequenas mentiras em que queremos que acreditem e em que queremos acreditar.

De babilónia.
Sweet babilon...
A nossa utopia interior.

De bacalhau.
Tradicional mas enjoativo.
Só é bom quando conjugado com outros prazeres da boa e típica mesa portuguesa.
Há quem diga que vem da Noruega...
Cá para mim vem é cheio de melancolia e tristeza. É quase uma obrigação.

De bacharelato.
Na maioria dos casos insuficiente, e sempre inificiente em qualquer circunstância.

De bactéria.
As que nos consomem e as que nos ajudam a viver.
As das nossas entranhas e pior ainda as das nossas sociedades.

De bater.
Com a cabeça na parede, bater no ceguinho ou agredir...
Bater no fundo e voltar à superfície.

O bater do coração.

De barbaridade.
Tantas e tão aceites!

De bem.
Fazer o bem, ser bem aceite, parecer bem.
Ilusão entre bem e perfeito ou indicado...

De banha.
O terror de qualquer gaja que se preze.
Normalmente alojada na barriga... nelas e neles!

De bar.
O que seria de nós sem eles e sem as nem sempre belas bebedeiras?

De bissexual.
Afinal, não somos todos?

De broche.
Os que decoram, os que degustam, os que deglutem.

De bacanal.
Todos o querem mas poucos os fazem.

De bisbilhotar.
Quem não for "curioso" que atire a primeira pedra...

De blog.
Fenómeno bem explicativo da "curiosidade" e da necessidade de exposição contemporânea e frivola.

De banal.
Por mais que se tente a diferença, a irreverência, a banalidade está em nós como o pó nos móveis.
Acaba sempre por voltar.

De basta.
Palavra de ordem.
Tudo tem que ter um fim.

A

De amor.
Amor próprio, amor de mãe, amor incontrolável e indefinível...
Aquilo a que a maioria foge por medo ou por conforto...
Que pode ser delicioso ou perigosamente suicidário...
Amor.

De abater.
As banhas, os preconceitos, os inimigos...
Eliminar o que incomoda por mais que custe...

De abstinência.
Ter capacidade para dizer não.

De acéfalo.
São mais do que realmente podemos imaginar!

De acidental.
A quantidade de coisas que acontecem por acaso...
Umas boas, outras tantas más...
Mas a maioria acidental...

De admirável.
Aquela leveza do ser que tão raramente atingímos...

De aceitar.
Cada um, cada qual, a chuva, o sol, a paz e a guerra interior.
Ser, simplesmente.

De acordar.
Para a vida, para nós mesmos e para os outros.
Para a natureza que nos sustenta.

De amigo.
Com A grande. Poucos mas bons.
Inestimáveis.

De acabar.
Saber por um fim nalgo que não tem mais futuro.
Acabou.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

São longas e vagas as horas em que os objectivos parecem longínquos e inalcansáveis.
A alma vagueia por onde já nem o pó se entranha...
Frio...

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Frase do Dia

Consumo, logo existo...
Voltava eu hoje da faculdade, cansada, moída da gripe que não anda nem desanda, mas não me larga, de cabeça encostada ao vidro quase a dormir, quando ao arrancar da estação de Algueirão/Mem Martins reparo num jovem casal em acesa discussão no meio da plataforma de embarque e desembarque, apinhada de gente, mas de onde eles sobresaiam aos meus olhos em grande destaque...
Os poucos segundos que os consegui observar constatei a extrema dificuldade latente em se olharem nos olhos enquanto se agrediam verbalmente... Nem sequem um cruzamento fulminante... nada!
Porque é que cada vez mais as pessoas têm dificuldade de se encarar, ali, face to face...?
Porque é que são sempre os insultos lançados ao vento, quais cuspidelas de fogo, sem qualquer piedade ou respeito mútuo que acabam por ser as armas dos magoados e ofendidos?
Onde ficou a ideia de parar e olhar para dentro de nós e para dentro dos que estão ao nosso redor??
Será que já todos se esqueceram da velha máxima: "Os olhos são o espelho da alma"?
Por favor... olhem... olhem-se... deixem-se olhar...
Vão ver que é bem mais fácil!