sábado, maio 14, 2005

Voltei!!!

Depois de 3 dias sem internet e já quase a morrer em estado vegetativo por falta de conecção à rede, renasci das cinzas e em casa nova...
Agora tenho é uma montanha infindável de caixas e caixotes por arrumar...
Já tinha saudade vossas...

quarta-feira, maio 11, 2005

Personagens imaginários IV

-Lembras-te de mim?
-Não...
-Já me esqueceste? Como é possível?
-Desculpa? Já te esqueci como, se nunca te lembrei?
-Pois, eu não me esqueci de ti...
-Azar do caralho!

-Onde vais?
-O que é que tens a ver com isso?
-DIZ-ME ONDE VAIS!!!

-Andei a cidade toda à tua procura e agora vais-te embora?
-Que pena! Eu não te procurei e muito menos te quero voltar a achar. SAI!

-Quero ter um filho. Teu.
-Não.
-Não?
-NADA.
-Nada?
-NÃO SINTO NADA! CALA-TE, SAI, DEIXA-ME, DESAPARECE!!!

Pronto...

...Ivo, meu querido!
Tás a ver como a diplomacia portuguesa tarda mas não falha?
O Xaque até foi porreirinho, quis só deixar-te mofar um pouco numa cela imunda e a rebentar pelas costuras, e fazer-te sofrer um bocadinho mais ao deixar-te ir a tribunal, para achares que a palavra clemência não existia no Dubai...
Afinal de contas ele também tem que se distrair de vez em quando não?
Até devias era ir agradecer-lhe por ele te ter escolhido para o entreter durante este último mês, até foi simpático...
Vá, agora vê lá se fazes um documentário decente...

terça-feira, maio 10, 2005

Personagens Imaginários III

-Uma pessoa tem que rasgar o peito para saber como amar bem... E isso é apenas o princípio.
-Porque razão é que devemos contentar-nos com a versão da verdade de outrem?
-A verdade é tão somente aquilo que inventamos.

Previsão Semanal

Segundo a Maya, esta minha semana vai ser simplesmente desastrosa e ainda por cima em todos os planos!
Não é bom?
Principalmente em semana de mudança de casa e de considerável aperto da corda com a qual me vou enforcar, devido à passagem cada vez mais rápida do tempo, e à impossibilidade de estudar e acabar os trabalhos como deve de ser...
Estou tão contente!
Obrigada Maya!

Personagens Imaginários II

- O que é que tu queres?
- Posso deixar-te sem te perder?
- Desde que voltes para mim... já sinto o calor a sair de mim.
- E eu sinto o amor a sair de mim... vou fumar até ficar enjoada.

segunda-feira, maio 09, 2005

Personagens imaginários

Ela diz a toda a gente que está grávida.
Perguntam-lhe: Como é que fizeste isso, o que é que andas a tomar?
Ela diz que bebeu uma garrafa de vinho do Porto, fumou uns cigarros e fodeu com um desconhecido.
Só mentiras. Mas toda a gente sabe que ela precisa de ter um segredo...

E hoje é assim...


Vazio...

domingo, maio 08, 2005

Barbie ou Ken?

Ponham os olhos na Tailândia e no concurso de beleza Miss Tiffany...
em que elas são eles ( e lindíssimas!) e as tradicionais perguntas de chacha são substituidas por perguntas relacionadas com os direitos dos homossexuais na sociedade...

sábado, maio 07, 2005

É hoje...

Berenice… esta majestosa tristeza!
O conflito entre o dever e a paixão, o amor sacrificado à razão de Estado: de que forma estas situações tocam os nossos espíritos contemporâneos?

O que Berenice nos dá, fundamentalmente, é a eterna história de um amor infeliz, da separação dos amantes, do destino insensível, de um sacrifício sublime, no qual a grandeza não serve de consolo àqueles que o aceitam.

A história de Tito e Berenice é também um pouco a de Dido e Eneias, de Tristão e Isolda, de Rodrigo e Chimena.
O espectador contemporâneo não pode deixar de admirar o "exercício" realizado por Racine: a simplicidade da acção, que vai quase até ao despojamento e que faz de Berenice uma verdadeira "tragédia sobre quase nada"… Mas não é esta mesma sobriedade que permite escutar de uma forma subliminal todo o canto do amor e do desespero?
Uma acção simples, sustentada na grandeza dos sentimentos, na elegância da expressão, na violência das paixões, na espera da palavra, faz com que esta obra se apresente como uma inquietação surda, uma tragédia de portas fechadas na qual correm lágrimas e não sangue e em que o verso de Racine nos surge – na bela definição de Grüber – como um sopro sobre uma ferida.

sexta-feira, maio 06, 2005

Desculpem lá...

...mas hoje não vou ter tempo para escrever... tenho que me apraltar para ir para Santos... tenho os N.E.R.D à minha espera...

quinta-feira, maio 05, 2005

60 anos

Hoje, dia 5 de Maio...
60 anos passaram sobre o fim do holocausto...
Milhares o recordarm... sim, é bom não o esquecer...
Mas não me esqueço também a incoerência deste povo que tanto sofreu, e que hoje o mesmo faz aos palestinianos...
Parece que afinal a memória é bem curta...
Sporting!!!!
Hahahahahah!!!!
Piu, piu...

Finalmente de volta!!

Ponham os olhos neste senhor...
João Goulão Presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (de novo e para bem de todos) em entrevista ao DN:

Há dez anos, 'a droga' era o inimigo público número um dos portugueses, no discurso político e nas sondagens. Agora quase desapareceu. O que é que se passou?
As estratégias de redução de danos, embora não tenham sido levadas tão longe quanto deviam, vieram diminuir a visibilidade pública e o sentimento de ameaça que a droga constituía para os portugueses. E trouxeram uma maior oferta de tratamento, a diminuição da criminalidade associada à droga. E também as terapêuticas de substituição opiácea, como a metadona.

Faz-lhe confusão que uma pessoa tome metadona toda a vida?
Penso que a todo o momento podemos repensar a terapêutica e a saída. Eventualmente na actual prática essa questão não está tão presente, talvez por inércia.

Tem-se falado muito - Jorge Sampaio já o disse várias vezes - na necessidade de um novo paradigma para este combate, em substituição do paradigma proibicionista. O Parlamento Europeu aprovou um relatório nesse sentido Admitir que não é possível uma "sociedade livre de drogas" e que é preciso saber viver com elas. Que pensa disso?
As estratégias de redução de danos têm a ver com essa visão pragmática tentar minimizar os efeitos nefastos das drogas nos indivíduos e na sociedade. O proibicionismo conduziu a situações muito complicadas. Mesmo quando um consumidor não quer ou não consegue suspender o consumo, continua a merecer investimento.

Há quem defenda que o melhor caminho passa pela legalização das drogas agora ilícitas. Qual é a sua opinião?
Penso que é um caminho que vamos seguir, no futuro. O novo paradigma, se calhar, passa por aí, pela legalização e regulamentação da venda e consumo das drogas. Creio que é inevitável, mas é algo que terá de ser feito em conjunto por vários países. Este é um caminho feito por pequenos passos. A descriminalização, feita por iniciativa do actual primeiro-ministro em 1999, não teria sido possível dez anos antes e depois foi aceite de forma pacífica. Nesta fase, devemos consolidar o que temos.

E quais as suas prioridades?
Penso que é necessário elaborar um plano com horizonte 2012, mas não é necessário inventar a roda. Ela já foi inventada. É preciso cumprir a anterior estratégia [elaborada pelo Governo de Guterres]. Muito ficou por fazer. Desde logo, na prevenção primária. É preciso reformulá-la de modo a torná-la mais realista, mais pró-activa, mais desenvolvida nos meios reais. Outra é sanar as carências a nível do tratamento ainda há pessoas em lista de espera em Sintra, Setúbal... Não temos de construir novos CATs, mas criar respostas mais ligeiras, por exemplo nos centros de saúde, criar equipas móveis, capazes de avançar, por exemplo, para o interior. E temos de rever os planos municipais de combate à toxicodependência, uma das grandes prioridades do Governo anterior, que usam recursos do IDT para actividades que não me parecem ser a nossa vocação.

O anterior Governo afirmou apostar na prevenção, mas deixou cair a educação para a saúde nas escolas...
É preciso apostar nessa área com maior envolvimento dos destinatários. Ensinar os jovens não só a evitar os riscos, mas também a enfrentá-los. Gostava de ver equipas de rua a actuar em meios de diversão nocturna. O que já aconteceu, mas acabou por deixar de se fazer por falta de financiamento.

Defende a disponibilização de testes às 'pastilhas', como se faz na Holanda?
Sim, desde que isso seja aproveitado para fazer prevenção, falando acerca da efectiva perigosidade das substâncias (lícitas e ilícitas), informando as pessoas para que possam fazer escolhas, enquanto funciona também como redução de danos, já que pode impedir a toma de pastilhas 'maradas'... Claro que as equipas que fazem isso têm de ser constituídas por pessoas com características especiais, com capacidade de empatia, sem a atitude de técnicos sapientes nem moralismos.

Em 2002, quando saiu da presidência do Serviço de Prevenção e tratamento da Toxicodependência (SPTT), disse que uma das razões do incumprimento da estratégia era a falta de financiamento. Deveria ter havido 160 milhões de euros para este combate em 2004... Já sabe com quanto conta?
Estou certo que estamos muito longe desse valor, embora não saiba qual o orçamento disponível. Claro que assim não era possível cumprir a estratégia, e isso devia ter sido tido em conta na avaliação que foi levada a cabo pelo Instituto Nacional de Administração. A estratégia apontava para um serviço interministerial junto do primeiro-ministro, com poder para tomar determinadas medidas. Muito disso ficou pelo caminho com a fusão entre o SPTT e o Instituto Português da Droga e da Toxicodependência.
(...)
O que é que se faz a um consumidor de haxixe?
Para a maioria dos jovens, o haxixe é visto como uma substância sem risco, e isso não é verdade. É preciso informá-los disso.

Que riscos são esses?
Embora não esteja estabelecido um nexo de causalidade entre a esquizofrenia, surtos psicóticos e o consumo da substância, há uma incidência mais elevada entre os consumidores. Existe o síndroma amotivacional nos utilizadores mais frequentes, e há um risco maior para os pulmões que o causado pelo tabaco. Um charro equivale a um maço de tabaco.

Como é que explica a um jovem que essa substância é proibida e não deve ser consumida porque tem estes e estes riscos quando o álcool e o tabaco não são proibidos e têm riscos tão grandes ou maiores?
Concordo que é difícil explicar. Todas as sociedades têm as suas drogas. A nossa droga tradicional é o álcool, e também o tabaco. Mas se calhar temos de pensar que o haxixe também já está incorporado na nossa cultura, é corrente há 30 anos. Esses miúdos se calhar viram os pais, os avós, a usá-lo. E isto tem de ser incorporado no discurso. Não significa que tenhamos de nivelar por baixo. Temos é de nos bater por diminuir os consumos de tabaco, de álcool e haxixe. Criar estilos de vida saudáveis.
(...)

O que é que se faz a uma avó e a um pai que tornam a vida de uma criança de 5 anos num verdadeira filme de terror?
O que é que se faz a dois pobres demónios vivos que destilam veneno de tal forma que eliminam sem mais uma vida que ainda mal começou a viver?

quarta-feira, maio 04, 2005

Durex easy on


Como antes era muito complicado perceber o modo de funcionamento dos preservativos, a Durex lança o "Easy On", tão fácil que até parece telecomandado...
Assim quem não podia fazer o curso para aprender a lidar com as ditas camisinhas já pode agora sem problemas começar a usá-las...
Boa jornada...!

terça-feira, maio 03, 2005

Conversas Sociológicas

Hoje na aula de Sociologia da Vida Quotidiana...

Sob o contexto do uso do corpo e do distanciamento da concepção conteporânea deste relativamente à anterior concepção histórica, e à sua recente aquisição de um estatuto individual, distanciado do sujeito, de corpo feito cena, instrumento de afirmação social, lugar onde ocorrem transformações, surgiu por parte do docente a seguinte questão:
"Perante esta perspectiva contemporânea do uso do corpo enquanto objecto, terá sido aquele acontecimento em que deliberadamente alguém quis ser comido por um outro alguém que praticava canibalismo, um acontecimento perfeitamente natural, uma vez que o nosso corpo só a nós pertence, e somos cada vez mais nós que decidimos o que fazer com ele?"

A reacção ouvida quase em uníssono na sala foi de indecisão, uns dizim que não outros não sabiam o que responder...

Senti-me totalmente sozinha na defesa da minha posição...
"Claro que sim - pensava eu - se eu quero ser literalmente comida por alguém que literalmente me quer comer viva, pedaço por pedaço, porque é que hei-de deixar de o fazer só porque a nossa sociedade não está preparada para aceitar isto como uma opção e uma manifestação do meu direito de escolha?"

A meio do meu devaneio, o professor continua, respondendo à sua própria questão:
"Claro que isto não é natural! Aliás é no mínimo preocupante!"
Ao ouvir isto gelei e senti uma certa fricção entre mim e o dito srº drº professor...
"Quanto mais não seja por questões morais - continuava ele - afinal, o canibal está a tirar a vida a uma pessoa..."
MAS SE ESSA PESSOA O CONSENTE!!! SE ELA ASSIM O QUER!!!!! Grito eu em silêncio dentro de mim...

E de repente a conversa dissipa-se porque algém resolve chamar a eutanásia ao barulho...

E eu continuo a perguntar...
Se um canibal consegue encontrar alguém que queira ser a sua presa, que direito tem a sociedade de o condenar como assassino e de impedir a realização de uma vontade mútua e de comum acordo???

A aventura acabou de começar...


Agora já só me falta ter um filho e plantar uma árvore...

segunda-feira, maio 02, 2005

De repente...

...abro a porta do frigorifico para ir fazer o meu almoço e deparo-me com uma lata nova... de uma SuperBock...
Sem mais a lembrança dos tempos em que andava a brincar às casinhas e às donas de casa e fazia questão de que este ingrediente não faltasse nunca...
É engraçado o que um pequeno e insignificante objecto pode despertar no nosso subconsciente...

domingo, maio 01, 2005

Vicíada

Tenho saudades de ter tempo para ler os meus livros, aquela literatura que me dá um prazer incomensurável passar horas na livraria a escolher, e que me deixa tão feliz comprar e trazer para casa, qual pérola rara e reluzente na minha estante...
Um dos meus sonhos é ter uma biblioteca imensa, cheia de livros, usados, gastos, escritos... Que passado alguns anos voltam a ser folheados e me fazem recordar porque é que os comprei e quando é que os li...
Sou daquelas pessoas que se tem só dois livros por ler na estante entra em pânico por falta de leitura... preciso de me sentir preenchida ao olhar para o que tenho para ler...
Neste momento da minha vida, tem-me sido francamente complicado ler os meus livros, já que a bibliografia de cada uma das minhas cadeiras é extensa e até incomportável para semestres que mais se parecem com trimestres... Tenho por isso passado intermináveis horas a ler os chamados "livros técnicos", o que me dá algum prazer, uma vez que a temática me agrada muito, mas que me faz esquecer do que é realmente ter orgasmos mentais com a leitura...
Neste momento, estão ali encostados por ler ha mais de 5meses "Memória das minhas putas tristes" de Gabriel García Marquez, "O erro de Descartes" de António R. Damásio, "A casa dos budas ditosos" de João Ubaldo Ribeiro, "Vigílias" de Al Berto, "Crescer vazio" de Pedro Strecht, "Não somos capazes de os ouvir" de Pedro Crepet, "Parar" e "Serenidade todos os dias"de David Kundtz...
A meio vai "Melodia ao anoitecer" de Siddharth Dhanvant Shanghvi, "Entrevistas no centro do mundo" de Henrique Cymerman, "Budapeste" de Chico Buarque...
Depois sou completamente viciada em Al Berto, Pedro Paixão, Paulo Coelho, Lucia Etxebarría e Hanif Kureishi...
Preciso de férias...