Há 3 dias
segunda-feira, julho 11, 2005
sábado, julho 09, 2005
Miserávelmente sem palavras
Ponham os olhos nisto...
"O jovem bailarino estrangeiro tira os óculos escuros e atira o último argumento "No meu país, o nome Gulbenkian não é associado a nenhuma fundação, mas sim à companhia de ballet.
E se folhear a Agenda Cultural de Lisboa, o que vê na secção de dança? Espectáculos de bailarinos reformados, que estiveram no Ballet Gulbenkian.
Sentados à sombra do arvoredo dos jardins da fundação, um grupo de bailarinos fala com o DN sobre o fim da companhia, sob promessa de ninguém se identificar. Depois de horas de reunião, que juntou no estúdio os trabalhadores da dança, decidiram ontem criar um mail (balletgulbenkian@yahoo.com) para poderem falar com o público.
Depois das lágrimas choradas terça-feira, os rostos mostravam-se ontem desalentados. "Queremos mostrar a nossa tristeza de forma diplomática e dar a nossa opinião".
É que o Ballet Gulbenkian, que em 2003 gastou 2,7 milhões de euros, tem mais de 25 bailarinos, dez administrativos, dois técnicos e três costureiras.
Todos queriam explicar a importância do Ballet Gulbenkian que, garantem, "está incluído entre os cinco melhores da Europa" e todos os anos recebia, do Conselho de Administração, "comunicações e prémios de excelência".
Um dos elementos, inconformado, adiantava que "o poder da decisão [da extinção da companhia] não está à altura de perceber a perda irreparável na dança em Portugal".
No grupo dos bailarinos, cada caso é um caso o das jovens mães que tiveram crianças há pouco tempo, os "velhos" de 35 anos de idade e nove anos de casa (faltando um para complemento de reforma dado pela fundação) e os novos.
"Nesta altura do ano já não nos é possível fazer audições em lado nenhum. As temporadas são delineadas com muito tempo de antecedência", explica uma jovem bailarina, pormenorizando que o timing da profissão é muito preciso, porque "as companhias começam a delinear o trabalho entre Janeiro e Março, mas para a temporada do ano seguinte".
E diziam "temos o ano perdido até Julho de 2006."
Outra revolta tem a ver com a garantia dada terça-feira por responsáveis, de que os bailarinos poderiam usufruir de uma aula de hora e meia por dia, o que lhes parece manifestamente pouco. "Seria só para aquecer..."
Mas o que mais lhes doeu foi a forma como tudo aconteceu. "A administração não deu a cara e o dia do anúncio foi escolhido a dedo, para ficar abafado pelas medidas do primeiro-ministro. Não se diz a uma companhia de dança que no minuto seguinte já não existe."
"É triste acabar-se assim repentinamente com o Ballet Gulbenkian, companhia com um trabalho muito importante há 40 anos num determinado domínio da dança, mesmo que esteticamente possamos estar mais ou menos afastados dessa área." As palavras são de Cristina Santos, responsável pelo Fórum Dança, uma das organizações pertencentes à Rede, associação de estruturas para a dança contemporânea.
Na sua opinião, o BG desenvolveu "um trabalho novo de enorme qualidade, até na sua relação com a comunidade da dança, num país onde praticamente não existe este tipo de agrupamentos". Trata-se de "um tipo de decisão abrupta e incompreensível, não se descortinando as verdadeiras razões que lhe presidem", acrescenta.
A Fundação Gulbenkian podia, no entendimento de Cristina Santos, "ter agido há muito nas áreas de apoio à dança; tem, aliás, existido uma política de regressão, veja-se o que aconteceu com a extinção do Acarte.
Enquanto instituição, demitiu-se de investir numa dimensão contemporânea das artes performativas. Não me parece que o desaparecimento do BG vá determinar uma melhor actuação nesse sentido, embora considere muito louvável o que se pretende fazer. Não se entende como se substitui uma companhia por uma política de apoios."
A Rede vai tomar posição pública sobre o fim do BG, explicitando também a sua solidariedade para com os bailarinos.
Clara Andermatt, ligada como coreógrafa ao Ballet Gulbenkian, afirma a sua tristeza e perplexidade perante a notícia, "não inesperada, mas abrupta" da extinção do BG " Estou chocada pela forma como a decisão foi comunicada aos bailarinos e ao director pouco antes de o comunicado seguir para as redacções. Esperemos que o plano de substituição da companhia por uma política de apoios valorize significativamente o panorama da dança contemporânea portuguesa. É frustrante para Paulo Ribeiro que o projecto tenha sido abortado. Todos sentíamos que havia necessidade de renovar, mas era preciso que houvesse meios e vontade." "
in DN On-Line
"O jovem bailarino estrangeiro tira os óculos escuros e atira o último argumento "No meu país, o nome Gulbenkian não é associado a nenhuma fundação, mas sim à companhia de ballet.
E se folhear a Agenda Cultural de Lisboa, o que vê na secção de dança? Espectáculos de bailarinos reformados, que estiveram no Ballet Gulbenkian.
Sentados à sombra do arvoredo dos jardins da fundação, um grupo de bailarinos fala com o DN sobre o fim da companhia, sob promessa de ninguém se identificar. Depois de horas de reunião, que juntou no estúdio os trabalhadores da dança, decidiram ontem criar um mail (balletgulbenkian@yahoo.com) para poderem falar com o público.
Depois das lágrimas choradas terça-feira, os rostos mostravam-se ontem desalentados. "Queremos mostrar a nossa tristeza de forma diplomática e dar a nossa opinião".
É que o Ballet Gulbenkian, que em 2003 gastou 2,7 milhões de euros, tem mais de 25 bailarinos, dez administrativos, dois técnicos e três costureiras.
Todos queriam explicar a importância do Ballet Gulbenkian que, garantem, "está incluído entre os cinco melhores da Europa" e todos os anos recebia, do Conselho de Administração, "comunicações e prémios de excelência".
Um dos elementos, inconformado, adiantava que "o poder da decisão [da extinção da companhia] não está à altura de perceber a perda irreparável na dança em Portugal".
No grupo dos bailarinos, cada caso é um caso o das jovens mães que tiveram crianças há pouco tempo, os "velhos" de 35 anos de idade e nove anos de casa (faltando um para complemento de reforma dado pela fundação) e os novos.
"Nesta altura do ano já não nos é possível fazer audições em lado nenhum. As temporadas são delineadas com muito tempo de antecedência", explica uma jovem bailarina, pormenorizando que o timing da profissão é muito preciso, porque "as companhias começam a delinear o trabalho entre Janeiro e Março, mas para a temporada do ano seguinte".
E diziam "temos o ano perdido até Julho de 2006."
Outra revolta tem a ver com a garantia dada terça-feira por responsáveis, de que os bailarinos poderiam usufruir de uma aula de hora e meia por dia, o que lhes parece manifestamente pouco. "Seria só para aquecer..."
Mas o que mais lhes doeu foi a forma como tudo aconteceu. "A administração não deu a cara e o dia do anúncio foi escolhido a dedo, para ficar abafado pelas medidas do primeiro-ministro. Não se diz a uma companhia de dança que no minuto seguinte já não existe."
"É triste acabar-se assim repentinamente com o Ballet Gulbenkian, companhia com um trabalho muito importante há 40 anos num determinado domínio da dança, mesmo que esteticamente possamos estar mais ou menos afastados dessa área." As palavras são de Cristina Santos, responsável pelo Fórum Dança, uma das organizações pertencentes à Rede, associação de estruturas para a dança contemporânea.
Na sua opinião, o BG desenvolveu "um trabalho novo de enorme qualidade, até na sua relação com a comunidade da dança, num país onde praticamente não existe este tipo de agrupamentos". Trata-se de "um tipo de decisão abrupta e incompreensível, não se descortinando as verdadeiras razões que lhe presidem", acrescenta.
A Fundação Gulbenkian podia, no entendimento de Cristina Santos, "ter agido há muito nas áreas de apoio à dança; tem, aliás, existido uma política de regressão, veja-se o que aconteceu com a extinção do Acarte.
Enquanto instituição, demitiu-se de investir numa dimensão contemporânea das artes performativas. Não me parece que o desaparecimento do BG vá determinar uma melhor actuação nesse sentido, embora considere muito louvável o que se pretende fazer. Não se entende como se substitui uma companhia por uma política de apoios."
A Rede vai tomar posição pública sobre o fim do BG, explicitando também a sua solidariedade para com os bailarinos.
Clara Andermatt, ligada como coreógrafa ao Ballet Gulbenkian, afirma a sua tristeza e perplexidade perante a notícia, "não inesperada, mas abrupta" da extinção do BG " Estou chocada pela forma como a decisão foi comunicada aos bailarinos e ao director pouco antes de o comunicado seguir para as redacções. Esperemos que o plano de substituição da companhia por uma política de apoios valorize significativamente o panorama da dança contemporânea portuguesa. É frustrante para Paulo Ribeiro que o projecto tenha sido abortado. Todos sentíamos que havia necessidade de renovar, mas era preciso que houvesse meios e vontade." "
in DN On-Line
Sorry...
A todos os interessados e principalmente ao meu querido blog, que fiz nascer e brotar alguns frutos, o meu pedido de desculpas pela ausência...
Não é de forma nenhuma negligência, mas sim real falta de tempo...
É que o tempo aqui por terras algarvias parece correr bem mais depressa do que a brisa que nos refresca à beira mar...
Mas apesar de não estar presente e da situação se manter mais ou menos assim até finais de agosto, quero que saibam todos os amigos da blogosfera que estão diáriamente no meu coração...
Apresentadas assim as minhas desculpas, prometo tentar escrever com alguma regularidade...
Fica a promessa.
Não é de forma nenhuma negligência, mas sim real falta de tempo...
É que o tempo aqui por terras algarvias parece correr bem mais depressa do que a brisa que nos refresca à beira mar...
Mas apesar de não estar presente e da situação se manter mais ou menos assim até finais de agosto, quero que saibam todos os amigos da blogosfera que estão diáriamente no meu coração...
Apresentadas assim as minhas desculpas, prometo tentar escrever com alguma regularidade...
Fica a promessa.
segunda-feira, junho 20, 2005
Coisas de Mulheres II
Outra coisa que me faz uma enorme confusão é quando se trata de engate, de forma geral, há a tendência de taxar essa actividade como direito único e exclusivo do sexo masculino...
Ora bem... alguém é capaz de me explicar por que raio não pode uma mulher dominar a arte do engate sem ser taxada de puta, de vaca ou de oferecida?
Engate, no sentido de flirt, de estar na boa, na conversa com os amigos sem ter que querer ir para a cama com eles...
Engate no sentido de conviver afávelmente, nas calmas, ir jantar ou ir dançar com um amigo, sem que alguém pense ou insinue que há "evidentemente" alguma coisa entre eles...
A sério! Mexe-me com o sistema nervoso, a tendência que as pessoas têm para fazer mexericos, para supor e fazer tramas com a vida dos outros...
É assim tão dificil compreender que gaja que é gaja quando quer comer alguém fá-lo tão bem feito que ninguém fica a saber???
Ora bem... alguém é capaz de me explicar por que raio não pode uma mulher dominar a arte do engate sem ser taxada de puta, de vaca ou de oferecida?
Engate, no sentido de flirt, de estar na boa, na conversa com os amigos sem ter que querer ir para a cama com eles...
Engate no sentido de conviver afávelmente, nas calmas, ir jantar ou ir dançar com um amigo, sem que alguém pense ou insinue que há "evidentemente" alguma coisa entre eles...
A sério! Mexe-me com o sistema nervoso, a tendência que as pessoas têm para fazer mexericos, para supor e fazer tramas com a vida dos outros...
É assim tão dificil compreender que gaja que é gaja quando quer comer alguém fá-lo tão bem feito que ninguém fica a saber???
sexta-feira, junho 17, 2005
Coisas de mulheres
Ando a matutar nisto já faz algum tempo, mas continuo sem preceber porquê que os homens (e até algumas mulheres) não conseguem perceber como e porquê que uma gaija pode e deve defender-se de maneira igual à dos homens.
À conversa no outro dia, num jantar de amigos, esta questão voltou a vir à baila, e eu como sempre voltei a ser incompreendida...
Ora bem, se eu estou num bar, ou numa discoteca, estou na minha, calmamente a beber o meu copo ou a dançar, não tenho que estar a levar com um bando de gajos rebarbados que mais parece que nunca viram uma mulher na vida... mas efectivamente isso acaba por se tornar inevitável, temos que conviver e consequentemente engolir alguns sapos...
Até aqui tudo bem, de acordo, mas quando a perturbação das bocas e dos olhares passa ao sussuros de ameaça (porque, coitados estão a ser ignorados ou até talvez tenham ouvido qualquer coisa que não tenham gostado), aí meus amigos, saiam-me da frente porque rodo a baiana.
E é aqui que começam as divergências.
Eu não consigo aceitar que me digam que uma mulher tem mais é que ficar calada, não descer de nível e se for o caso não fazer mais nada se não chamar um segurança...
Por favor... se me estão a ameaçar eu não vou estar a chamar um segurança, porque coitadinha de mim, sou tão frágil que não consigo resolver a situação... Há só um nervo que não me podem friccionar, o que mexe com a minha segurança e a minha integridade física. Aí eu parto para cima, bato se preciso for, e levo se tiver que ser, agora ficar quieta?
É por estas e por outras que as mulheres continuam a ser molestadas todas as noites dentro dos locais de diversão nocturna e até quotidianamente...
À conversa no outro dia, num jantar de amigos, esta questão voltou a vir à baila, e eu como sempre voltei a ser incompreendida...
Ora bem, se eu estou num bar, ou numa discoteca, estou na minha, calmamente a beber o meu copo ou a dançar, não tenho que estar a levar com um bando de gajos rebarbados que mais parece que nunca viram uma mulher na vida... mas efectivamente isso acaba por se tornar inevitável, temos que conviver e consequentemente engolir alguns sapos...
Até aqui tudo bem, de acordo, mas quando a perturbação das bocas e dos olhares passa ao sussuros de ameaça (porque, coitados estão a ser ignorados ou até talvez tenham ouvido qualquer coisa que não tenham gostado), aí meus amigos, saiam-me da frente porque rodo a baiana.
E é aqui que começam as divergências.
Eu não consigo aceitar que me digam que uma mulher tem mais é que ficar calada, não descer de nível e se for o caso não fazer mais nada se não chamar um segurança...
Por favor... se me estão a ameaçar eu não vou estar a chamar um segurança, porque coitadinha de mim, sou tão frágil que não consigo resolver a situação... Há só um nervo que não me podem friccionar, o que mexe com a minha segurança e a minha integridade física. Aí eu parto para cima, bato se preciso for, e levo se tiver que ser, agora ficar quieta?
É por estas e por outras que as mulheres continuam a ser molestadas todas as noites dentro dos locais de diversão nocturna e até quotidianamente...
quarta-feira, junho 15, 2005
FUI...
Pois é...
Amanhã lá vou eu para terras onde o sol brilha mais e as noites parecem não acabar nunca...
Lá vou eu começar a falar algarvio, alentejano, nortenho, espanhol, francês e inglês...
Lá vou eu trabalhar 8 hrs por dia, curtir outras 10h e dormir 4h... (as restantes duas são gastas em deslocações!).
Será menor a minha assiduídade, mas desde já apresento a minha justificação e peço baixa por ocupação e inexistência de material de trabalho...
Prometo que cada vez que me aparecer um computador com net à frente vos venho visitar...
Até lá se me quiserem fazer uma visita anónima... Libertos Bar, aqui vou eu!
Amanhã lá vou eu para terras onde o sol brilha mais e as noites parecem não acabar nunca...
Lá vou eu começar a falar algarvio, alentejano, nortenho, espanhol, francês e inglês...
Lá vou eu trabalhar 8 hrs por dia, curtir outras 10h e dormir 4h... (as restantes duas são gastas em deslocações!).
Será menor a minha assiduídade, mas desde já apresento a minha justificação e peço baixa por ocupação e inexistência de material de trabalho...
Prometo que cada vez que me aparecer um computador com net à frente vos venho visitar...
Até lá se me quiserem fazer uma visita anónima... Libertos Bar, aqui vou eu!
O que é?
segunda-feira, junho 13, 2005
Luto nacional
A ti Álvaro Cunhal, pelo homem, pelo lutador revolucionário, pelo político...
E a ti Eugénio de Andrade, pela genialidade e pelo prazer de te poder ler...
O meu amor e o meu pesar.
Portugal ficará para sempre irremediavelmete mais pobre de espírito.
E a ti Eugénio de Andrade, pela genialidade e pelo prazer de te poder ler...
O meu amor e o meu pesar.
Portugal ficará para sempre irremediavelmete mais pobre de espírito.
Quero querer...
Nada é perfeito...
Pois é...
Nem a minha tatuagem que eu amo de paixão é perfeita... Tem infímas imperfeições que só eu vejo, mas que estão lá.
São eternos os minutos que passo à espera de algo que nunca chega... Quero sempre qualquer coisa que nunca está ao meu alcançe.
Quero, quero e quero...
As noites passam silibantes pelo meu ouvido, sussurando um chamamento que só eu pareço ouvir... Quero poder fazer tudo o que me apetecer, mas parece que nem sempre é possível.
Lá fora, as noites estão quentes, apelativas, completamente dispostas a fazer-me feliz, mas aqui fico dentro de quatro paredes, à espera que algo de repente se altere e me leve com a maré.
Parece-me que o meu espírito precisa de cada vez mais liberdade. Ser tão simples como respirar querer e poder.
Os dias passam e os anos também... mas eu cá fico,na mesma como a puta da lesma... sempre dependente de alguma coisa.
Os sentimentos fluem de forma tão rápida que às tantas nem eu sei bem o que me vai na alma.
Agora, precisamente neste momento, só me apetece estravazar tudo o que está aqui dentro enclausurado ao longo destes dias (ou serão meses, anos?)
Às tantas quantas, até a cabeça me lateja, não sei se do vinho, do cansaço ou da raiva que sinto...
Felling... cair em estado de graça, defendendo uma vontade, um desejo, um estado de espírito em que as asas são insuficientes para me fazer voar...
Dói-me a alma.
As relações são efémeras, mas aquela tusa do início é fenomenal, as amizades parecem florescer do nada de uma forma tão espontânea, que parecem realmente verdadeiras. Serão? Pode ser que sim, pelo menos cumprem a sua real funcionalidade: completar o momento.
Hoje, são os olhos que não me saem da cabeça, os olhares esquívos no meio da multidão que não pode ver esta troca de desejos... ao dançar, a minha cabeça fica leve, livre e solta, mas os meus seis sentidos estão ali, naquela acomulação de átomos e de partículas que entram em curto-circuito com os teus...
A vida parece nestas alturas simples. Tudo é perfeito e se encaixa com naturalidade quando os outros e a sociedade parecem não passar de um mero nada.
A sedução seduz-me.
De facto.
O acto de ter que ter, seduzir, manter, alimentar, provocar... não haverá nada melhor do que sentir isto. Poder poder.
Mas lá está, nada na puta e ingrata desta vida é perfeito... não se pode ter tudo... mas há que dar valor ao que se tem, por mais ínfimo que seja, têm-se.
Como nada acontece por acaso, quero poder usufruír desta causalidade provocada da melhor maneira possível.
Timming... Será que todos nós temos noção de quando é que as coisas têm mesmo de acontecer?
Just in time. Nem mais nem menos. É porque tem que ser. Ponto final parágrafo.
Seja a liberdade um tributo ao esforço dos fortes que querem ser realmente livres.
És feliz? Sou, mas queria ser muito mais...
Não quero mais do que tenho. Quero apenas que o que me é atribuído seja perfeito enquanto dure.
E como? Só eu o posso fazer. Provocar ou modificar...
Eu, tu, nós. Está nas mãos de qualquer um... Querer e poder.
Interesse... o que é que afinal realmente interessa? Tudo, nada... quase tudo, quase nada... quem sabe?
A simplicidade dos actos fazem a transmutação dos sentimentos, podem ser subliminares ou flagrantes.
Quero. Simplesmente.
Pois é...
Nem a minha tatuagem que eu amo de paixão é perfeita... Tem infímas imperfeições que só eu vejo, mas que estão lá.
São eternos os minutos que passo à espera de algo que nunca chega... Quero sempre qualquer coisa que nunca está ao meu alcançe.
Quero, quero e quero...
As noites passam silibantes pelo meu ouvido, sussurando um chamamento que só eu pareço ouvir... Quero poder fazer tudo o que me apetecer, mas parece que nem sempre é possível.
Lá fora, as noites estão quentes, apelativas, completamente dispostas a fazer-me feliz, mas aqui fico dentro de quatro paredes, à espera que algo de repente se altere e me leve com a maré.
Parece-me que o meu espírito precisa de cada vez mais liberdade. Ser tão simples como respirar querer e poder.
Os dias passam e os anos também... mas eu cá fico,na mesma como a puta da lesma... sempre dependente de alguma coisa.
Os sentimentos fluem de forma tão rápida que às tantas nem eu sei bem o que me vai na alma.
Agora, precisamente neste momento, só me apetece estravazar tudo o que está aqui dentro enclausurado ao longo destes dias (ou serão meses, anos?)
Às tantas quantas, até a cabeça me lateja, não sei se do vinho, do cansaço ou da raiva que sinto...
Felling... cair em estado de graça, defendendo uma vontade, um desejo, um estado de espírito em que as asas são insuficientes para me fazer voar...
Dói-me a alma.
As relações são efémeras, mas aquela tusa do início é fenomenal, as amizades parecem florescer do nada de uma forma tão espontânea, que parecem realmente verdadeiras. Serão? Pode ser que sim, pelo menos cumprem a sua real funcionalidade: completar o momento.
Hoje, são os olhos que não me saem da cabeça, os olhares esquívos no meio da multidão que não pode ver esta troca de desejos... ao dançar, a minha cabeça fica leve, livre e solta, mas os meus seis sentidos estão ali, naquela acomulação de átomos e de partículas que entram em curto-circuito com os teus...
A vida parece nestas alturas simples. Tudo é perfeito e se encaixa com naturalidade quando os outros e a sociedade parecem não passar de um mero nada.
A sedução seduz-me.
De facto.
O acto de ter que ter, seduzir, manter, alimentar, provocar... não haverá nada melhor do que sentir isto. Poder poder.
Mas lá está, nada na puta e ingrata desta vida é perfeito... não se pode ter tudo... mas há que dar valor ao que se tem, por mais ínfimo que seja, têm-se.
Como nada acontece por acaso, quero poder usufruír desta causalidade provocada da melhor maneira possível.
Timming... Será que todos nós temos noção de quando é que as coisas têm mesmo de acontecer?
Just in time. Nem mais nem menos. É porque tem que ser. Ponto final parágrafo.
Seja a liberdade um tributo ao esforço dos fortes que querem ser realmente livres.
És feliz? Sou, mas queria ser muito mais...
Não quero mais do que tenho. Quero apenas que o que me é atribuído seja perfeito enquanto dure.
E como? Só eu o posso fazer. Provocar ou modificar...
Eu, tu, nós. Está nas mãos de qualquer um... Querer e poder.
Interesse... o que é que afinal realmente interessa? Tudo, nada... quase tudo, quase nada... quem sabe?
A simplicidade dos actos fazem a transmutação dos sentimentos, podem ser subliminares ou flagrantes.
Quero. Simplesmente.
sábado, junho 11, 2005
Perdão!
Tenho andado away e sem grande inspiração é um facto...
Desde já apresento, a quem realmente importa, as minhas mais sinceras desculpas...
É que isto do calor mexe-me com as hormonas e não consigo sossegar o faixo e ficar tranquilamente em casa...
Desde já apresento, a quem realmente importa, as minhas mais sinceras desculpas...
É que isto do calor mexe-me com as hormonas e não consigo sossegar o faixo e ficar tranquilamente em casa...
sexta-feira, junho 10, 2005
quarta-feira, junho 08, 2005
Capitulo VII - E agora?
Ver capitulo I em As Sombras
Ver capitulo II em LchaimShedim
Ver capitulo III em Horas Perdidas
Ver capitulo IV em Devaneios
Ver capitulo V em As Sombras
Ver capitulo VI em Nhua
Repentinamente, uma dualidade de sentimentos invadiram o seu espírito...
Ainda há escassos momentos se sentia o homem mais protegido do mundo, acompanhado por dois PJ's, e depois daquele sentimento paternalista ao vê-la deitada, inerte e aparentemente indefesa na sua cama, era agora o real pânico que o assolava...
Faísca não parava de ladrar e o vulto que por momentos podia ser confundido com uma mera ilusão óptica dos vuluptuosos ramos das árvores do seu jardim, cada vez mais se parecia com uma transparência de porte real... e bem real...
"Estou em pânico!", pensou enquanto sentia o seu corpo tão gelado que não conseguia reagir...
Mas de repente algo se transformou dentro de si... a imagem da mulher mais bela e voluptuosa que alguma vez vira vem-lhe à cabeça...
As energias vieram-lhe nem ele hoje sabe de onde... Respirou fundo, agarrou na sua faca de pseudo-talhante e lá foi de encontro ao intruso que lhe estava, mais uma vez naquele dia interminável, a atormenter a vida pacata...
"Quem vem lá?"
Abre a porta das traseiras com o Faisca cada vez mais raivoso, pronto a defender a honra da donzela, e quando já está com a faca no pescoço de tão atrevido indivíduo a luz sensorial do seu jardim acende-se...
"Ai!!!" Ouve...
Quando ergue os olhos, eis a surpresa...
Era o Sr. Xico do lixo, que hoje se tinha atrasado por causa da bola...
"O que se passa?" pergunta o pobre a ver a sua vida a andar para trás.
"Euu sempre o achei um homem de estranhos hábitos mas daí a pertencer à máfia? Eu já paguei tudo, prestação por prestação e com juros!!!!"
Atrapalhado e de volta ao pânico que julgara superar, tenta manter a calma e disfarçando ri-se para o Sr. Xico e diz: "Boa noite! Acabou de ser apanhado!!!"
Alguns minutos foram realmente precisos para desfazer a confusão e convencer o pobre homem do lixo que tudo aquilo não passava de uma brincadeira...
Ao fechar a porta atrás de si e de toda aquela confusão, o seu pensamento divagou pelo Dubbai e por umas férias paradísiacas e merecidas...
Mas de repente lembrou-se da real embrulhada em que estava metido...
A sua musa!!! Estaria ainda a dormir?
Subiu lentamente as escadas, contrariando a sua vontade extrema de a ver o mais rápidamente possível...
Chegado ao quarto, a luz lusco fusco não o deixava ter noção do que realmente se passava...
O pavor... não sabe porquê, mas estava apavorado...
Acende a luz, tremendo...
Afinal o seu felling estava certo...
A caixa jazia abandonada em cima da cama agora imensa... mas a sua musa... desapareceu...
Ver capitulo VIII em Lucia Grande
Ver capitulo II em LchaimShedim
Ver capitulo III em Horas Perdidas
Ver capitulo IV em Devaneios
Ver capitulo V em As Sombras
Ver capitulo VI em Nhua
Repentinamente, uma dualidade de sentimentos invadiram o seu espírito...
Ainda há escassos momentos se sentia o homem mais protegido do mundo, acompanhado por dois PJ's, e depois daquele sentimento paternalista ao vê-la deitada, inerte e aparentemente indefesa na sua cama, era agora o real pânico que o assolava...
Faísca não parava de ladrar e o vulto que por momentos podia ser confundido com uma mera ilusão óptica dos vuluptuosos ramos das árvores do seu jardim, cada vez mais se parecia com uma transparência de porte real... e bem real...
"Estou em pânico!", pensou enquanto sentia o seu corpo tão gelado que não conseguia reagir...
Mas de repente algo se transformou dentro de si... a imagem da mulher mais bela e voluptuosa que alguma vez vira vem-lhe à cabeça...
As energias vieram-lhe nem ele hoje sabe de onde... Respirou fundo, agarrou na sua faca de pseudo-talhante e lá foi de encontro ao intruso que lhe estava, mais uma vez naquele dia interminável, a atormenter a vida pacata...
"Quem vem lá?"
Abre a porta das traseiras com o Faisca cada vez mais raivoso, pronto a defender a honra da donzela, e quando já está com a faca no pescoço de tão atrevido indivíduo a luz sensorial do seu jardim acende-se...
"Ai!!!" Ouve...
Quando ergue os olhos, eis a surpresa...
Era o Sr. Xico do lixo, que hoje se tinha atrasado por causa da bola...
"O que se passa?" pergunta o pobre a ver a sua vida a andar para trás.
"Euu sempre o achei um homem de estranhos hábitos mas daí a pertencer à máfia? Eu já paguei tudo, prestação por prestação e com juros!!!!"
Atrapalhado e de volta ao pânico que julgara superar, tenta manter a calma e disfarçando ri-se para o Sr. Xico e diz: "Boa noite! Acabou de ser apanhado!!!"
Alguns minutos foram realmente precisos para desfazer a confusão e convencer o pobre homem do lixo que tudo aquilo não passava de uma brincadeira...
Ao fechar a porta atrás de si e de toda aquela confusão, o seu pensamento divagou pelo Dubbai e por umas férias paradísiacas e merecidas...
Mas de repente lembrou-se da real embrulhada em que estava metido...
A sua musa!!! Estaria ainda a dormir?
Subiu lentamente as escadas, contrariando a sua vontade extrema de a ver o mais rápidamente possível...
Chegado ao quarto, a luz lusco fusco não o deixava ter noção do que realmente se passava...
O pavor... não sabe porquê, mas estava apavorado...
Acende a luz, tremendo...
Afinal o seu felling estava certo...
A caixa jazia abandonada em cima da cama agora imensa... mas a sua musa... desapareceu...
Ver capitulo VIII em Lucia Grande
terça-feira, junho 07, 2005
Mais personagens imaginários III
Eles entram no quarto, bem no centro de Madrid...
Não tem muita coisa...
Um mini bar, uma aparelhagem e um home cinema, uma banheira de hidromassagem e um sofá com uma mesa de apoio.
Ele deita-a na cama (que é daquelas bem grandes)...
Lá fora a molhe humana faz um barulho ensurdecedor, mas aos seus ouvidos o ruido vai-se dilatando até não passar de um mero burburinho...
Os lençois são brancos e frescos, de algodão... cheiram a lavanda.
A luz é amarelada e a temperatura passa os 35º...
Devagar, ele despe-a e derrete cubos de gelo nas suas costas, na sua nuca...
Não tem muita coisa...
Um mini bar, uma aparelhagem e um home cinema, uma banheira de hidromassagem e um sofá com uma mesa de apoio.
Ele deita-a na cama (que é daquelas bem grandes)...
Lá fora a molhe humana faz um barulho ensurdecedor, mas aos seus ouvidos o ruido vai-se dilatando até não passar de um mero burburinho...
Os lençois são brancos e frescos, de algodão... cheiram a lavanda.
A luz é amarelada e a temperatura passa os 35º...
Devagar, ele despe-a e derrete cubos de gelo nas suas costas, na sua nuca...
segunda-feira, junho 06, 2005
Help!!!

Estou a um milímetro de desabar.
Será falta de homem ou homem a mais?
Só me apetece deitar tudo ás urtigas...
Não quero!
Nada!!
Só quero o que me dá na real gana...!!!
Estou farta de ser responsável, farta de ser ponderada, farta de pensar primeiro no que tem de ser e só depois, se der, no que me apetece.
Quero mandar tudo para o caralho, quero ser bruta, agressiva, mal educada.
Estou farta!
Responsabilidade, angústia, frustração... O saco encheu e está mesmo, mesmo a rebentar...
Quero poder querer.
Quero ser eu sem falsos puritanismos ou máscaras nacaradas de complexos de culpa e de responsabilidade.
Estou farta de estar sempre insatisfeita, de ser um fracasso e de ter a culpa disso.
Sabia chorar, mas agora até estou para além das lágrimas e só sinto raiva.
Não consigo fazer amor, não consigo foder, não consigo estar sozinha, não consigo estar com os outros, não sinto nada.
Para onde vou? Para onde me atiro??
Só me apetece gritar: "Mundo, vai-te foder! Por me rejeitares, por nunca cá estares, por me fazeres sentir uma merda, por me fazeres sangrar amor e vida!!!"
Pronto... Acho que já me sinto melhor...
Mais personagens imaginários II

E ela foi.
À toa, sem saber para onde nem como, mas foi.
Com o coração a bater de tal forma que mais parecia que lhe ía rasgar o peito... Foi.
À medida que as horas íam passando, a angústia cada vez mais a sufucava.
E o telefone não tocava...
4hrs depois tocou...
"Onde estás?"
"Estou aqui."
"Vou-te buscar."
"Vens?"
"Já aí estou..."
A partir daí, os minutos passaram quais estrelas cadentes velozes, quase invisíveis mas cada vez mais desejados...
"Queria ficar aqui a contar as estrelas do céu..."
Já com o dia quase a raiar, a noite passou simples, veloz e intensa... mas o encanto quebra-se com o primeiro canto da cotovia, que os devolve ao mundo real...
"Porquê?"
"Tem que ser..."
domingo, junho 05, 2005
Mais vale tarde do que nunca...
1. Total number of books I've owned:
Hum, sei lá... meus, só meus... da última vez que os contei, antes de mudar de casa, eram uns 250... Por enquanto...
2. Last book I bought:
Para mim, todos para o curso, por isso não me parece interessante descrevê-los (se bem que o último que comprei sem ser para efeitos de marranço acho que foi "A casa dos Budas Ditosos" de João Ubaldo Ribeiro e "Vigílias" de Al Berto numa edição limitada de mil exemplares que me custou os olhos da cara, mas vale a pena!).
Para oferecer, que é uma das coisas que mais me dá prazer é oferecer livros, foi "Memória das Minhas Putas Tristes" de Gabriel García Márquez, na versão original...
3. Last book I read:
"Entrevistas no Centro do Mundo" de Henrique Cymerman, e estou para acabar há meses "Melodia ao Anoitecer" de Siddharth Dhanvant Shanghvi
4. 5 Books That Mean a Lot to You:
Só cinco? Bem, são os primeiros que me vêm à cabeça:
"O amor é fodido" de Miguel Esteves Cardoso
"Quanto Tempo, uma criança no olhar" de Miguel Osório
"Veronika decide morrer" de Paulo Coelho
"Meia-noite todo o dia" de Hanif Kureishi
"O Anjo mudo" de Al Berto
5. Now tag 5 people:
Ai pá que merde...
Sabem de uma coisa? Como já passou imenso tempo e desta vez deixei-me atrasar a responder ao apelo da Luna, não vou passar a mais ninguém...
Hum, sei lá... meus, só meus... da última vez que os contei, antes de mudar de casa, eram uns 250... Por enquanto...
2. Last book I bought:
Para mim, todos para o curso, por isso não me parece interessante descrevê-los (se bem que o último que comprei sem ser para efeitos de marranço acho que foi "A casa dos Budas Ditosos" de João Ubaldo Ribeiro e "Vigílias" de Al Berto numa edição limitada de mil exemplares que me custou os olhos da cara, mas vale a pena!).
Para oferecer, que é uma das coisas que mais me dá prazer é oferecer livros, foi "Memória das Minhas Putas Tristes" de Gabriel García Márquez, na versão original...
3. Last book I read:
"Entrevistas no Centro do Mundo" de Henrique Cymerman, e estou para acabar há meses "Melodia ao Anoitecer" de Siddharth Dhanvant Shanghvi
4. 5 Books That Mean a Lot to You:
Só cinco? Bem, são os primeiros que me vêm à cabeça:
"O amor é fodido" de Miguel Esteves Cardoso
"Quanto Tempo, uma criança no olhar" de Miguel Osório
"Veronika decide morrer" de Paulo Coelho
"Meia-noite todo o dia" de Hanif Kureishi
"O Anjo mudo" de Al Berto
5. Now tag 5 people:
Ai pá que merde...
Sabem de uma coisa? Como já passou imenso tempo e desta vez deixei-me atrasar a responder ao apelo da Luna, não vou passar a mais ninguém...
sábado, junho 04, 2005
Metropedintes
A quem anda sempre de metro:
Quando não aparece alguém a pedir, até parece que a esmola nos foi dada a nós...
Quando não aparece alguém a pedir, até parece que a esmola nos foi dada a nós...
sexta-feira, junho 03, 2005
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