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... tem leopardos escuros a que ninguém consegue chegar. Muito distantes e ferozes.
A sua beleza acentua-se e torna-se mais resplandescente quanto mais se aproximam dela...
Parte de mim acredita que um dia, ao caminhares pela rua, onde quer que te encontres, seja possível que encontres os mesmos contornos de água sobre o passeio, e, por breves momentos, fiquemos unidos numa proximidade construída por nós.De facto.Livres de todos os convencionalismos do tempo e da distância.Que estranhos são os caminhos que o coração encontra na sua intimidade...
Durante os últimos meses tinha levado uma vida de existência redutora, em que se esquecia daquilo que era realmente.Precisou de muito, mas mesmo muito tempo para conseguir compreender que ao longo da duração do seu isolamento tinha evoluído em muitos aspectos.O seu feitio irreverente, se bem que não estivesse totalmente domesticado, adquirira mais calma.A sua angústia refinara-se e essa transformação revestia-se agora de uma ironia cintilante.
De uma maneira qualquer fundamental, todos estamos em controlo total do destino.
Porque o destino é o que construímos todos os dias através de um comportamento correcto. Com o nosso trabalho, com a nossa virtude religiosa, com as nossas acções que obdecem incondicionalmente à lei do nosso ser.
Portanto é isso precisamente que faz com que seja tão crucial que nunca voltemos a considerar a nossa vida em termos de uma única existência...
Acordou tarde e cansada... Mas algo dentro dela lhe estava a dar uma energia e uma vontade indecifrável de qualquer coisa diferente...Saiu de casa para trabalhar como faz todas as noites, mas aquela seria diferente...Com um sorriso estampado nos lábios, enebriada com o ritmo alucinante que a rodeava, sentia apesar de tudo uma profunda angústia...A noite passou, leve, livre e solta... Só quando as confissões começaram a surgir diluídas e embaladas pelo álcool é que ela percebeu o que a esperava..."Quero-te...""Eu também, mas não assim..."
A meio da noite e no meio da horde de cores, cheiros e rostos deformados, ele diz-lhe sem mais:"Fazes-me tu mais falta a mim do que eu te faço a ti... Podes ter certeza disso."Ela fica baralhada e sem perceber o porquê de tal afirmação, mas simplesmente lhe responde sorrindo:"Sim, sim... pois..."
É incrível a facilidade e a velocidade como com o passar do tempo as máscaras vão caíndo e as pessoas se vão revelando na sua essência...
De um grupo extremamente coeso, unido e amigo, hoje, dois meses e meio depois, as relações detreoraram-se, e a lei é a do mais cabrão...
As grandes amizades revelaram-se grandes fontes de interesse puro e a união passou agora para uma picardia inacreditável...
As desilusões são constantes e em cada vez maior número...
Começo a sentir-me desintegrada...
Que raiva que isto me mete!!!
Quero fugir para a ilha!!!!
Começo a ficar saturada do Algarve, faltam duas semanas para voltar à minha querida vidinha...
Ontem alguém me perguntou se eu estava com saudades de Lisboa, de casa... Estou.
Com saudades da minha avó e da minha gata...
Das discussões com a minha mãe...
Da minha cama, da minha TV e do meu PC...
Estou com saudades sim...
Ainda bem que já está a chegar ao fim...
Quando as palavras parecem não ter qualquer valor e a distância não nos permite passar o turbilhão de sentimentos que nos invade nas horas mais dificeis...
Resta apenas a certeza de que te amo de que te adoro e que estou a sofrer contigo, embora a 300km de distância...
Dos futeis, dos básicos, dos interesseiros, dos falsos amigos, das besanas, das noitadas, dos piropos, dos atrofios e das discussões...
Estou a atingir o ponto de saturação...
Ainda bem que já só faltam 9 dias...
Ela é bonita, atraente, diferente.Tem um feitio fodido e por isso alguns a desejam.Tem uma tendência absurdamente perigosa para homens comprometidos.É solteira.Envolveu-se com alguém com quem não consegue estar sem lhe poder tocar ou agarrar.O calor aperta, as hormonas estão aos saltos e a vontade não pára de crescer."Um dia destes vamos aí..." Um dia...Quando tiver que ser será, tudo acontece só e apenas na altura certa, não é?Nos entretantos ela quase que dá em maluca de tanto esperar... está quase a partir para outra, mas afinal de contas... tem que rolar...!
Ele e ela namoram há quase sete anos.Ela é a sua melhor amiga, aquela pessoa com que ele pode contar sempre e para tudo, que o satisfaz tanto e tão plenamente. A mulher perfeita. Linda.Moram juntos há quase três anos.Casa, cão, namoro sólido. Mistura perfeita, não falta nada.Ou quase nada.Ele, é artista.Alto, bonito, charmoso. Muito interessante.E como qualquer homem que se preze, gosta de galantear.É feliz, mas tem que "petiscar fora" de vez em quando para desenjoar...Tem que rolar...
É bem engraçado quando o coração se fecha e parece que gela.
Aí a paixão e o amor ficam trancados a sete chaves e só se brinca com a tesão, o carinho e a auto-estima. Nestas alturas em que emanamos sensualidade e disponibilidade dá realmente prazer "não sentir".
Tudo muito bem, tudo muito giro, ego nas estrelas, mas falta qualquer coisa... (também, como poderia não faltar?)...
São tantos ou tão poucos que o coração fica apertado cada vez que acordo sozinha...
Quero, mas não sinto... Sentir, até sinto, mas nada mais do que atracão e sentimento de pose.
Falta-me o conforto de um amor desinteressado.
Mas o coração gelou e quem o deixou trancado levou a chave e deitou-a ao mar...
Já fui a Branca de Neve, já tive sete anões, mas onde é que anda a merda do princípe encantado?
E assim, sem mais, uma bela manhã a auto-estima caí aos trambulhões por aí abaixo e agora sinto que passei de bela a monstro... Apesar de gelado, tenho o coração bem apertado, bem pequeno.
A disponibilidade desaparece, a vontade de sorrir diluí-se, a sensualidade parece nunca ter existido...
Puta que pariu! Porque é que tenho que sentir isto se não consigo sentir nada por ninguém?
Não sinto nada, não sinto ninguém. Não me sinto.
O meu nada está dentro de mim, por isso sou livre, não tenho nada a esconder... mas sentir neste momento corta-me como uma faca bem afiada.
Precisava de encontrar um caminho, de abrir uma porta... mas por de trás de todas as que tenho aberto... nada.
Sou do mais preguiçoso que existe à face da terra...São tantos os dias em que acordo e não me apetece sequer mexer um único músculo...Em que só quero ficar a vegetar o dia todo em frente à televisão, chegando ao cúmulo de ver a maior merda só pela preguiça de mudar de canal, em que quando a fome aperta continua a apertar porque abro o frigorífico e não me apetece fazer nada para comer, em que a roupa se vai acumulando ao longo dos dias pela simples preguiça de a meter para lavar ou voltar a arrumar...Há também aqueles dias em que tenho preguiça de sorrir, preguiça de falar... em que o meu racíocinio se recolhe ao mais íntimo do seu ser e se recusa a comunicar...Sou MUITO preguiçosa... Sou e gosto tanto de o ser...Sabe tão bem horas passadas inertemente sabendo que temos 1001 coisas para fazer e resolver, que temos que andar a 1000/h para conseguir sobreviver...Parar para depois retomar com a ânsia da pressão, da escassez...Hummm... Que prazer...
Ponham os olhos nisto...
"O jovem bailarino estrangeiro tira os óculos escuros e atira o último argumento "No meu país, o nome Gulbenkian não é associado a nenhuma fundação, mas sim à companhia de ballet.
E se folhear a Agenda Cultural de Lisboa, o que vê na secção de dança? Espectáculos de bailarinos reformados, que estiveram no Ballet Gulbenkian.
Sentados à sombra do arvoredo dos jardins da fundação, um grupo de bailarinos fala com o DN sobre o fim da companhia, sob promessa de ninguém se identificar. Depois de horas de reunião, que juntou no estúdio os trabalhadores da dança, decidiram ontem criar um mail (balletgulbenkian@yahoo.com) para poderem falar com o público.
Depois das lágrimas choradas terça-feira, os rostos mostravam-se ontem desalentados. "Queremos mostrar a nossa tristeza de forma diplomática e dar a nossa opinião".
É que o Ballet Gulbenkian, que em 2003 gastou 2,7 milhões de euros, tem mais de 25 bailarinos, dez administrativos, dois técnicos e três costureiras.
Todos queriam explicar a importância do Ballet Gulbenkian que, garantem, "está incluído entre os cinco melhores da Europa" e todos os anos recebia, do Conselho de Administração, "comunicações e prémios de excelência".
Um dos elementos, inconformado, adiantava que "o poder da decisão [da extinção da companhia] não está à altura de perceber a perda irreparável na dança em Portugal".
No grupo dos bailarinos, cada caso é um caso o das jovens mães que tiveram crianças há pouco tempo, os "velhos" de 35 anos de idade e nove anos de casa (faltando um para complemento de reforma dado pela fundação) e os novos.
"Nesta altura do ano já não nos é possível fazer audições em lado nenhum. As temporadas são delineadas com muito tempo de antecedência", explica uma jovem bailarina, pormenorizando que o timing da profissão é muito preciso, porque "as companhias começam a delinear o trabalho entre Janeiro e Março, mas para a temporada do ano seguinte".
E diziam "temos o ano perdido até Julho de 2006."
Outra revolta tem a ver com a garantia dada terça-feira por responsáveis, de que os bailarinos poderiam usufruir de uma aula de hora e meia por dia, o que lhes parece manifestamente pouco. "Seria só para aquecer..."
Mas o que mais lhes doeu foi a forma como tudo aconteceu. "A administração não deu a cara e o dia do anúncio foi escolhido a dedo, para ficar abafado pelas medidas do primeiro-ministro. Não se diz a uma companhia de dança que no minuto seguinte já não existe."
"É triste acabar-se assim repentinamente com o Ballet Gulbenkian, companhia com um trabalho muito importante há 40 anos num determinado domínio da dança, mesmo que esteticamente possamos estar mais ou menos afastados dessa área." As palavras são de Cristina Santos, responsável pelo Fórum Dança, uma das organizações pertencentes à Rede, associação de estruturas para a dança contemporânea.
Na sua opinião, o BG desenvolveu "um trabalho novo de enorme qualidade, até na sua relação com a comunidade da dança, num país onde praticamente não existe este tipo de agrupamentos". Trata-se de "um tipo de decisão abrupta e incompreensível, não se descortinando as verdadeiras razões que lhe presidem", acrescenta.
A Fundação Gulbenkian podia, no entendimento de Cristina Santos, "ter agido há muito nas áreas de apoio à dança; tem, aliás, existido uma política de regressão, veja-se o que aconteceu com a extinção do Acarte.
Enquanto instituição, demitiu-se de investir numa dimensão contemporânea das artes performativas. Não me parece que o desaparecimento do BG vá determinar uma melhor actuação nesse sentido, embora considere muito louvável o que se pretende fazer. Não se entende como se substitui uma companhia por uma política de apoios."
A Rede vai tomar posição pública sobre o fim do BG, explicitando também a sua solidariedade para com os bailarinos.
Clara Andermatt, ligada como coreógrafa ao Ballet Gulbenkian, afirma a sua tristeza e perplexidade perante a notícia, "não inesperada, mas abrupta" da extinção do BG " Estou chocada pela forma como a decisão foi comunicada aos bailarinos e ao director pouco antes de o comunicado seguir para as redacções. Esperemos que o plano de substituição da companhia por uma política de apoios valorize significativamente o panorama da dança contemporânea portuguesa. É frustrante para Paulo Ribeiro que o projecto tenha sido abortado. Todos sentíamos que havia necessidade de renovar, mas era preciso que houvesse meios e vontade." "
in DN On-Line
A todos os interessados e principalmente ao meu querido blog, que fiz nascer e brotar alguns frutos, o meu pedido de desculpas pela ausência... Não é de forma nenhuma negligência, mas sim real falta de tempo...É que o tempo aqui por terras algarvias parece correr bem mais depressa do que a brisa que nos refresca à beira mar...Mas apesar de não estar presente e da situação se manter mais ou menos assim até finais de agosto, quero que saibam todos os amigos da blogosfera que estão diáriamente no meu coração...Apresentadas assim as minhas desculpas, prometo tentar escrever com alguma regularidade...Fica a promessa.
Outra coisa que me faz uma enorme confusão é quando se trata de engate, de forma geral, há a tendência de taxar essa actividade como direito único e exclusivo do sexo masculino...Ora bem... alguém é capaz de me explicar por que raio não pode uma mulher dominar a arte do engate sem ser taxada de puta, de vaca ou de oferecida?Engate, no sentido de flirt, de estar na boa, na conversa com os amigos sem ter que querer ir para a cama com eles...Engate no sentido de conviver afávelmente, nas calmas, ir jantar ou ir dançar com um amigo, sem que alguém pense ou insinue que há "evidentemente" alguma coisa entre eles...A sério! Mexe-me com o sistema nervoso, a tendência que as pessoas têm para fazer mexericos, para supor e fazer tramas com a vida dos outros...É assim tão dificil compreender que gaja que é gaja quando quer comer alguém fá-lo tão bem feito que ninguém fica a saber???
Ando a matutar nisto já faz algum tempo, mas continuo sem preceber porquê que os homens (e até algumas mulheres) não conseguem perceber como e porquê que uma gaija pode e deve defender-se de maneira igual à dos homens.
À conversa no outro dia, num jantar de amigos, esta questão voltou a vir à baila, e eu como sempre voltei a ser incompreendida...
Ora bem, se eu estou num bar, ou numa discoteca, estou na minha, calmamente a beber o meu copo ou a dançar, não tenho que estar a levar com um bando de gajos rebarbados que mais parece que nunca viram uma mulher na vida... mas efectivamente isso acaba por se tornar inevitável, temos que conviver e consequentemente engolir alguns sapos...
Até aqui tudo bem, de acordo, mas quando a perturbação das bocas e dos olhares passa ao sussuros de ameaça (porque, coitados estão a ser ignorados ou até talvez tenham ouvido qualquer coisa que não tenham gostado), aí meus amigos, saiam-me da frente porque rodo a baiana.
E é aqui que começam as divergências.
Eu não consigo aceitar que me digam que uma mulher tem mais é que ficar calada, não descer de nível e se for o caso não fazer mais nada se não chamar um segurança...
Por favor... se me estão a ameaçar eu não vou estar a chamar um segurança, porque coitadinha de mim, sou tão frágil que não consigo resolver a situação... Há só um nervo que não me podem friccionar, o que mexe com a minha segurança e a minha integridade física. Aí eu parto para cima, bato se preciso for, e levo se tiver que ser, agora ficar quieta?
É por estas e por outras que as mulheres continuam a ser molestadas todas as noites dentro dos locais de diversão nocturna e até quotidianamente...
Pois é... Amanhã lá vou eu para terras onde o sol brilha mais e as noites parecem não acabar nunca...Lá vou eu começar a falar algarvio, alentejano, nortenho, espanhol, francês e inglês...Lá vou eu trabalhar 8 hrs por dia, curtir outras 10h e dormir 4h... (as restantes duas são gastas em deslocações!).Será menor a minha assiduídade, mas desde já apresento a minha justificação e peço baixa por ocupação e inexistência de material de trabalho...Prometo que cada vez que me aparecer um computador com net à frente vos venho visitar...Até lá se me quiserem fazer uma visita anónima... Libertos Bar, aqui vou eu!