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Numa atitude confusa entre a marcação de território, a tentativa de conquistar e a de não deixar fugir a sua liberdade, cerca-a de incertezas, rodeia-a de dúvidas, de inseguranças...Mas a resposta dela foi simplesmente uma:"Eu não sou ciúmenta, ninguém é de ninguém e se quiseres e me agradar até alinho num ménage à trois... Agora, não me tirem o doce da boca antes de o ter acabado de comer todo."A resposta agradou e a estabilidade voltou...
Quando a mulher deixa de ter o controlo, de usar, e passa a ser usada e controlada... perde-se.
Um desejo irreprimível que não se concretiza.
Uma atracção que não se explica.
Ela treme.
Ele sorri. Murmura-lhe que se sente fascinado por ela.
Ela não acredita. Defende-se com uma ironia trocista, confiando na sua intuição.
Mas ele é subtil. Respeito e classe transpiram-lhe pelos poros da pele.
Ela, que sempre fugira habilmente de todas as armadilhas da adultez, sentia-se agora presa. Anseia por ouvir a sua voz, quente, grave, sensual.
Ele fuma. Observa-a.
Ela olha-o fugaz, tímida. Gosta dele... apesar de sentir que ele lhe pode pedir algo que ela não lhe pode dar.
Medes 1,55m, pesas 110kg, o teu número de soutien é o 44 e o de roupa anda entre o XL e o XXL...Porque é que insistes em sair à rua com umas calças elásticas nº38 e com um top que mais parece ser da tua irmã mais nova? As tuas mamas enfiadas nesse wonderbra nº40 quase que te sufocam e quase que saltam fora desse decote perfeito para alguém que vista o 36.Será que não te apercebes da figurinha ridicula que fazes ao te pavoneares orgulhosamente pelas ruas, como se fosses uma super model?A banha do teu pneu faz "slap, slap, slap, slap" à medida que caminhas, e as tuas axilas estão queimadas de tão apertado que te está o soutien e o top...Faz um favor a ti mesma... branda à liberdade de ser gorda e ser feliz, desapega-te de todos os preconceitos, mas não queiras vestir roupas Danone em corpo McDonald's...
És uma forte tentação, uma incógnita, um desejo muito forte, uma tesão insuportável, uma saudade permanente.
Gosto da tua luz, do teu erotismo.
Não quero apresentar-te ou mostrar-te seja a quem for. És um dos meus segredos e quero apenas preservar-te.
Não sei onde estás, com quem estás, nem se voltarás.
Apenas sei que quando voltas estás comigo e quando não estás estás em mim...
Deixemo-nos de constrangimentos e passemos à exaltação do que sentimos mais profundamente...Nos próximos dias, os falsos puritanismos darão lugar à mais simples e franca descrição do que nos move e impulsiona: o desejo.
Como é constrangedor o melhor é nem sequer tocar no assunto...

Parabéns a todos os vencedores!!!!
"Nem todos os dias encontramos alguém que queira o mesmo que nós..." in Intimidade
Estamos tão habituados a que nos peçam tudo, que nos exijam, que nos supliquem , que nos recompensem, que quando não nos pedem nada ficamos baralhados, perdidos, angustiados, sem perceber o que se passa, o que é suposto fazer ou dizer.
O bar estava cheio. Ele entrou e logo lhe chamou a atenção. Era grande, viçoso e bonito, emanando charme e graciosidade.A conversa e a convivência fluiu livre e solta de preconceitos e de máscaras e o bar foi ficando mais vazio, até que fechou. Eles ficaram na conversa e quando deram por eles ja não havia nada a fazer. O tempo tinha voado e toda a gente se tinha ído embora... sobraram eles. Ela foi à casa de banho para respirar fundo e arranjar forças para resistir à marcação cerrada que ele lhe estava a fazer desde que havia chegado. Era perspicaz e sabia bem o que lhe dizer e como lhe dizer. Ele queria dar-lhe a volta naquela noite. Ela queria que ele lhe desse a volta, mas não assim à primeira...Quando voltou para perto dele, ele estava sentado com uma garrafa de vinho tinto em cima da mesa. Abriu a garrafa e serviu dois copos ... Deu-lhe uma das taças para a mão e sussurrou-lhe ao ouvido.Ela sorriu e sentiu um calafrio gigante a percorrer-lhe a coluna, as suas mãos a gelar, os seus lábios a secar de desejo. Bebeu o vinho calmamente, acendeu um cigarro e ficou a sorrir fitando o vazio. Dentro de si, um turbilhão de sentimentos rebentava com o prazer que aquele jogo lhe estava a dar. Acendeu mais um cigarro e voltou a encher os copos... com a sua mão gelada ergueu-lhe o rosto e puxou-o para si. Olhou-o nos olhos e tomou-o nos braços. Os seus corpos tremiam de prazer e num repente se fundiram, num grito de prazer inexplicável.Ele perto de si, explodia de tesão, foi violento e intenso... Beberam mais um copo de vinho e ali ficaram nos braços um do outro...
Constantemente, ao nos apercebermos das rotinas em que inconscientemente caímos, queremos romper com elas, mudar de vida.Mas quando são as rotinas que rompem connosco o sentimento é avassalador e vamos atrás delas para que voltem a fazer parte de nós, para que não nos deixem abandonados a este sentimento de impotência, de falta de controlo.
Serão os hábitos e as rotinas um reflexo do desespero que sentimos ou da necessidade de preenchimento que nos atormenta?E quando essas rotinas falham, o que sobra nas almas vazias que vagueiam pelo certo, pelo adquirido, pelo conhecido?
Isto da greve dos CTT já me está a dar cabo dos nervos... Ora como trabalhadora independente que sou, os meu honorários chegam-me sempre, e sem falta, por correio... dada a situação de greve e manifestação de desagrado por parte dos funcionários dos CTT estou a zeros e com a secretária cheia de contas para pagar... Quem é que devo processar?Não será já tempo de pensar numa entidade privada (ou não) transportadora, de abrir portas à concorrência?Isto dos monopólios nunca me agradou...
Acham-se vitimizados, guetizados, uns coitadinhos da sociedade, que os banaliza e condena à partida sem lhes dar qualquer hipótese de inserção.Dizem-se desintegrados, socialmente excluídos e justificam as tensões sociais e raciais com isso mesmo."... se fazemos merda é porque não nos dão hipótese de fazermos mais nada do que isso. Temos que sobreviver, e se não nos deixam integrar, fazemo-nos à vida."E que tal procurar hipóteses em vez de se encostarem ao estatuto de coitadinhos de nós que ninguém nos aceita???São eles os primeiros a querer marcar a diferença. "Nós e os Outros"...