Há 5 meses
terça-feira, outubro 25, 2005
sexta-feira, outubro 21, 2005
terça-feira, outubro 18, 2005
Estou aqui...
Estou sozinha e o estômago arde-me.
Não sei se de ansiedade se de solidão.
Chove e está frio.
Queria-te aqui mas nem às minhas mensagens respondes.
Acho que nos perdemos um do outro mas não aceitamos isso.
Onde estarás agora?
Não sei se de ansiedade se de solidão.
Chove e está frio.
Queria-te aqui mas nem às minhas mensagens respondes.
Acho que nos perdemos um do outro mas não aceitamos isso.
Onde estarás agora?
segunda-feira, outubro 17, 2005
Parabéns meu amor!!!
sexta-feira, outubro 14, 2005
segunda-feira, outubro 10, 2005
domingo, outubro 09, 2005
sábado, outubro 08, 2005
Desculpem mas estou SECA!!!
Estou seca.A fonte de afecto, amor e paixão que brotava dentro de mim começou a secar há já algum tempo e agora nada mais é do que terra quebrada e morta de sede...
É bom...
Se bem que às vezes me sinto mal por não conseguir retribuir o que sentem por mim...
Mas não consigo fazer nada... Desculpem lá qualquer coisinha...
sexta-feira, setembro 30, 2005
Vidas
Tudo começou com um belo namoro, promissor de um belo futuro a dois e para sempre.
A familia perfeita.
Assume-se o compromisso com um anel de namoro, depois o anel de noivado e finalmente marca-se o casamento.
Casam num dia perfeito.
O vestido.
A igreja.
Os convidados.
As damas d'honor.
O padre.
A festa.
Os presentes.
A música.
Um novo lar, uma casa montada à imagem e semelhança de ambos, o reflexo fiel de ambos os gostos.
O 1º filho, a dor do parto, a felicidade completa.
Ela torna-se numa esposa e mãe dedicada e a tempo inteiro.
As rotinas vão-se instalando mas ela nem dá por nada.
Está feliz.
O 2º filho. A ausência do pai e uma dor mais profunda do que a do primeiro.
As primeiras palavras, os primeiros passos, a primeira vez que vão à escola...
Com as novidades da maternidade vêm também as cada vez mais frequentes ausências do marido, as repetidas noites fora por causa do trabalho... Mas a esposa e mãe estremosa e compreensiva espera pacientemente e eternamente.
As primeiras discussões.
As primeiras desconfianças.
As primeiras traições.
As primeiras rugas.
As primeiras lágrimas amargas de raiva.
Mas sofre em silêncio. Está marcado no seu rosto, na sua expressão.
Os seus olhos fitam o vazio, num reflexo de total ausência de amor e de esperança.
Tudo viveu. Tudo teve. Tudo perdeu.
Na sua mão direita resiste ainda a aliança de ouro. A única coisa que lhe recorda que já foi feliz e que ainda é casada...
A familia perfeita.
Assume-se o compromisso com um anel de namoro, depois o anel de noivado e finalmente marca-se o casamento.
Casam num dia perfeito.
O vestido.
A igreja.
Os convidados.
As damas d'honor.
O padre.
A festa.
Os presentes.
A música.
Um novo lar, uma casa montada à imagem e semelhança de ambos, o reflexo fiel de ambos os gostos.
O 1º filho, a dor do parto, a felicidade completa.
Ela torna-se numa esposa e mãe dedicada e a tempo inteiro.
As rotinas vão-se instalando mas ela nem dá por nada.
Está feliz.
O 2º filho. A ausência do pai e uma dor mais profunda do que a do primeiro.
As primeiras palavras, os primeiros passos, a primeira vez que vão à escola...
Com as novidades da maternidade vêm também as cada vez mais frequentes ausências do marido, as repetidas noites fora por causa do trabalho... Mas a esposa e mãe estremosa e compreensiva espera pacientemente e eternamente.
As primeiras discussões.
As primeiras desconfianças.
As primeiras traições.
As primeiras rugas.
As primeiras lágrimas amargas de raiva.
Mas sofre em silêncio. Está marcado no seu rosto, na sua expressão.
Os seus olhos fitam o vazio, num reflexo de total ausência de amor e de esperança.
Tudo viveu. Tudo teve. Tudo perdeu.
Na sua mão direita resiste ainda a aliança de ouro. A única coisa que lhe recorda que já foi feliz e que ainda é casada...
terça-feira, setembro 27, 2005
Neuro-depressiva
Hoje acordei assim.
Irritada, chateada e constipada.
Não me queria levantar mas lá teve que ser...
Saí, fui à faculdade resolver uma imensidão de problemas que tenho que resolver, mas tinha simplesmente 175 pessoas à minha frente.
Esperei 30m, fartei-me.
Cancelei um casting que tinha às 15h30, adiei o dentista para amanhã e voltei para a estação...
Meti-me no comboio a caminho de casa.
Ainda passei ao veterinário para comprar o anti-pulgas para a minha Maguinha, mas como hoje é o meu dia, o veterinário tinha acabado de fechar o portão para ir almoçar e achou que lhe daria demasiado trabalho vender-me a merda do veneno.
Barafustei e vim para casa.
Estou deprimida e neurótica.
Vou-me enfiar na cama e não saio nunca mais!!!!
Irritada, chateada e constipada.
Não me queria levantar mas lá teve que ser...
Saí, fui à faculdade resolver uma imensidão de problemas que tenho que resolver, mas tinha simplesmente 175 pessoas à minha frente.
Esperei 30m, fartei-me.
Cancelei um casting que tinha às 15h30, adiei o dentista para amanhã e voltei para a estação...
Meti-me no comboio a caminho de casa.
Ainda passei ao veterinário para comprar o anti-pulgas para a minha Maguinha, mas como hoje é o meu dia, o veterinário tinha acabado de fechar o portão para ir almoçar e achou que lhe daria demasiado trabalho vender-me a merda do veneno.
Barafustei e vim para casa.
Estou deprimida e neurótica.
Vou-me enfiar na cama e não saio nunca mais!!!!
sábado, setembro 24, 2005
terça-feira, setembro 20, 2005
Obrigada Greta Garbo

"...Não queria partir deste mundo sem que impedisse a minha não passagem por ele.O nosso encontro está a acabar.
Quero, por amor, oferecer-te, passar para ti, toda a minha experiência, toda a minha vida sofrida e feliz e infeliz, toda a luz que fui acumulando pelos anos fora.
Peço-te, em troca, que me dês um pouco de tua juventude.
O meu rosto é uma página em branco.
Meu Deus! Eu era lindíssima! O Tempo!!! Dorme, meu amor.
Talvez no teu mundo a vida te seja leve, feliz! Mas tens de estar preparada para tudo. Aqui, no teu inconsciente ou no teu super-consciente, talvez eu tenha conseguido introduzir alguma sabedoria.
Sê feliz, como eu não fui. Tenho que partir. Outros universos paralelos me esperam."
in "Greta Garbo, Um Mergulho Quântico no Mar da Deusa do Gelo"
sábado, setembro 17, 2005
sexta-feira, setembro 16, 2005
Estou rodeada de ET's
Estive o dia inteiro trancada no teatro na recta final de todos os preparativos antes da grande estreia... Jornalistas, fotógrafos, montagem de exposição, encenadora nervosa, actrizes em pele de galinha e de nervos à flor da pele, ensaio geral, repete, repete, repete... assim não, mais assim, menos assado... 9hrs depois decidimos vir parar casa.
Amanhã há mais...
Vou de rastos até ao Metro, fico 13m à espera do que me levará até à estação do comboio... Pesam-me as pernas, parece que trago um corpo morto ás minhas cavalitas.
Quando finalmente chego à estação de comboios, faltam exactamente 21m para que passe o próximo que me poderá levar até casa...
Sento-me, não há nada a fazer se não esperar tranquilamente...
De um lado um gajo com um ar asqueroso todo contente com um telemóvel de última geração, com uma capa de plástico daquelas que sairam já há uns 10anos, a cair de podre, entretidissímo a tirar fotos a umas gaijas podres que estão na plataforma da frente...
Do outro lado, uma croma, com a cara cheia de borbulhas e armada com um corta-unhas XPTO. Clic, Clic, Clic... Ai que nervos!!!! Clic, Clic, Clic...
Para trás e para a frente, a falar ao telefone anda um black, que com certeza é surdo, porque o volume com que mantém a sua conversa é realmente alto, e está indignado porque a dama não lhe vai preparar um pitéu...
Entro finalmente no comboio e à minha frente senta-se um senhor de meia idade com gestos muito lentos e que de vez em quando olha pela janela e acena um adeus em câmara lenta a quem passa... Não sei bem a quem porque os vidros duplos do comboio são espelhados por dentro (a não ser que o sr tenha visão RX)...
Sorrio para mim mesma, respiro fundo e conforto-me ao ver que mais 5 estações e estou em casa.
A dada altura fico sozinha na carruagem, isto de morar no fim da linha tem as suas vantagens... que paz...
Estou rodeada de gente doida... ainda bem...
Obrigada a todos os que me ajudam a passar o tempo que perco desesperadamente à espera dos transportes públicos...
Amanhã há mais...
Vou de rastos até ao Metro, fico 13m à espera do que me levará até à estação do comboio... Pesam-me as pernas, parece que trago um corpo morto ás minhas cavalitas.
Quando finalmente chego à estação de comboios, faltam exactamente 21m para que passe o próximo que me poderá levar até casa...
Sento-me, não há nada a fazer se não esperar tranquilamente...
De um lado um gajo com um ar asqueroso todo contente com um telemóvel de última geração, com uma capa de plástico daquelas que sairam já há uns 10anos, a cair de podre, entretidissímo a tirar fotos a umas gaijas podres que estão na plataforma da frente...
Do outro lado, uma croma, com a cara cheia de borbulhas e armada com um corta-unhas XPTO. Clic, Clic, Clic... Ai que nervos!!!! Clic, Clic, Clic...
Para trás e para a frente, a falar ao telefone anda um black, que com certeza é surdo, porque o volume com que mantém a sua conversa é realmente alto, e está indignado porque a dama não lhe vai preparar um pitéu...
Entro finalmente no comboio e à minha frente senta-se um senhor de meia idade com gestos muito lentos e que de vez em quando olha pela janela e acena um adeus em câmara lenta a quem passa... Não sei bem a quem porque os vidros duplos do comboio são espelhados por dentro (a não ser que o sr tenha visão RX)...
Sorrio para mim mesma, respiro fundo e conforto-me ao ver que mais 5 estações e estou em casa.
A dada altura fico sozinha na carruagem, isto de morar no fim da linha tem as suas vantagens... que paz...
Estou rodeada de gente doida... ainda bem...
Obrigada a todos os que me ajudam a passar o tempo que perco desesperadamente à espera dos transportes públicos...
Hoje à noite no comboio...
O céu está vermelho sangue, o tempo está quente, abafado, quase irrespirável.
A trovoada já ameaça desabar sobre as nossas cabeças desde o fim de tarde.
O ar sabe a ocre.
As tímidas gotas de chuva que caem sobre a minha pele são quentes e têm um sabor a amargo.
Estou cansada e suada, os olhos pesam-me e a cabeça lateja-me.
Dava tudo por um banho frio, uma boa massagem e uma copo de vinho verde gelado...
A trovoada já ameaça desabar sobre as nossas cabeças desde o fim de tarde.
O ar sabe a ocre.
As tímidas gotas de chuva que caem sobre a minha pele são quentes e têm um sabor a amargo.
Estou cansada e suada, os olhos pesam-me e a cabeça lateja-me.
Dava tudo por um banho frio, uma boa massagem e uma copo de vinho verde gelado...
segunda-feira, setembro 12, 2005
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